A abertura da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), teve início nesta segunda-feira com o tradicional discurso de abertura do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, como já é de costume todo ano. Em seu discurso, Lula criticou as sanções unilaterais dos Estados Unidos afirmando que o mundo assiste ao aumento do autoritarismo. O presidente destacou que o multilateralismo está diante de nova encruzilhada e salientou que a autoridade da ONU está em xeque.
Para Lula, existe “um evidente paralelo” entre a crise do multilateralismo e o enfraquecimento da democracia e ressaltou que o Brasil mesmo sob ataques sem precedentes, optou por resistir e defender sua democracia, referindo-se às sanções econômicas impostas pelos presidentes Donald Trump.
Alegando perseguição política do governo Lula em conluio com o Supremo Tribunal Federal (STF), em condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro por golpe de Estado, Trump impôs, em julho, a Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo.
A Lei Magnitsky é um mecanismo previsto na legislação estadunidense usado para punir unilateralmente supostos violadores de direitos humanos no exterior. O governo norte-americano também cancelou o visto de diversos ministros da Corte, entre eles, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Flavio Dino, Cristiano Zanin, Dias Toffoli, Luis Roberto Barroso e Edson Fachin.
Em sua fala, Lula fez duras críticas às sanções e afirmou que “O autoritarismo se fortalece quando nos omitimos frente a arbitrariedades. Quando a sociedade internacional vacila na defesa da paz, da soberania e do direito, as consequências são trágicas”.
Fonte : Agencia Brasil
