O Brasil conquistou posição de destaque na edição 2025 do Center for World University Rankings (CWUR), divulgada nesta segunda-feira (2), ao figurar entre os dez países com maior número de universidades classificadas. Com 53 instituições incluídas na lista das duas mil melhores do mundo, o país aparece empatado com a Espanha, à frente de nações como Canadá, Austrália, Suíça, Portugal e México.
A presença expressiva evidencia a relevância do ensino superior brasileiro em meio a uma avaliação que considerou mais de 21 mil universidades ao redor do mundo. No grupo das instituições brasileiras ranqueadas, 37 são universidades federais, vinculadas ao Ministério da Educação, o que representa cerca de 70% do total. A força das universidades públicas no ranking reforça o papel central das federais na produção científica nacional.
Para o secretário de Educação Superior do MEC, Marcus Vinícius David, o desempenho brasileiro é resultado direto do compromisso das universidades com o ensino, a pesquisa e a inovação. Segundo ele, o reconhecimento internacional deve servir como estímulo à continuidade dos investimentos no setor e à valorização das instituições que sustentam o avanço do conhecimento no país.
O CWUR é conhecido por adotar uma metodologia baseada exclusivamente em dados objetivos, sem depender de informações enviadas pelas próprias universidades. A avaliação leva em conta quatro pilares principais: educação (25%), empregabilidade (25%), corpo docente (10%) e pesquisa (40%). Neste último, a análise inclui volume de produção científica, qualidade das publicações, influência acadêmica e número de citações.
Entre os países com mais universidades classificadas, Estados Unidos, China e Japão lideram, enquanto o Brasil se mantém com força na disputa, à frente de potências acadêmicas tradicionais. A performance nacional, além de sinalizar a solidez do sistema universitário, reforça a importância das instituições públicas para o desenvolvimento social e econômico do país.
