O Ministério da Educação dará início, a partir de 1º de agosto, ao pagamento dos recursos destinados ao custeio do Programa de Educação Tutorial (PET). Ao todo, R$ 6,3 milhões serão repassados até o fim do ano por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, diretamente aos cartões-pesquisador dos participantes vinculados ao programa.
A liberação segue um cronograma definido pela Secretaria de Educação Superior e dependerá da homologação prévia por parte dos pró-reitores das instituições de ensino superior, cujo prazo encerra-se neste domingo. Após essa etapa, os dados serão encaminhados ao FNDE, entre os dias 21 e 31 de julho, para que os pagamentos possam ser processados.
Criado por lei em 2005, o PET promove a integração entre ensino, pesquisa e extensão por meio da formação de grupos tutoriais coordenados por professores e compostos por estudantes de graduação. Os alunos participantes recebem bolsas de iniciação científica no valor de R$ 700, enquanto os tutores são remunerados com bolsas mensais que variam de R$ 2.100 a R$ 3.100, a depender da titulação. Os valores não são acumuláveis com outras bolsas estudantis, e o custeio repassado a cada grupo considera o número total de bolsistas.
Além de fortalecer a formação acadêmica, o PET contribui para a preparação de novos pesquisadores e docentes no ambiente universitário. A política é considerada estratégica para consolidar práticas interdisciplinares e ampliar a atuação dos estudantes em atividades que extrapolam a sala de aula, impactando diretamente a qualidade do ensino superior no Brasil.
