Ceará busca equilíbrio após década de apostas frustradas em estrangeiros

Entre os nomes estrangeiros que tiveram melhor desempenho estão Steven Mendoza, Lucas Mugni e Galeano
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Ao longo dos últimos dez anos, o Ceará Sporting Club tem apostado com frequência em jogadores estrangeiros na tentativa de reforçar seu elenco. Foram 15 nomes internacionais vestindo a camisa alvinegra nesse período, mas poucos conseguiram corresponder às expectativas. A minoria que deu certo, no entanto, tem entregado desempenho acima da média e se consolidado como peças fundamentais no time comandado por Léo Condé.

Entre os nomes que mais se destacaram estão Steven Mendoza, Lucas Mugni e Galeano. Mendoza, por exemplo, só deslanchou em sua segunda temporada, mas terminou sua passagem com números expressivos: 96 partidas, 24 gols e cinco assistências. Já Mugni, contratado em dezembro de 2023, rapidamente se firmou no meio-campo. Com 72 jogos, seis gols e 18 assistências, o argentino é hoje o quarto maior assistente da Série A de 2025, atrás apenas de John Arias, Alan Patrick e Memphis Depay.

Outro destaque recente é Galeano, que chegou em janeiro deste ano. Apesar de um início instável, o atacante acumula 28 jogos, seis gols e uma assistência, demonstrando evolução no decorrer da temporada.

Por outro lado, a lista de nomes que não renderam é extensa e inclui jogadores como Javier Reina, Salazar, Yony González, Jhon Vásquez, Orejuela, Aguiar, Facundo Castro, Facundo Barceló e Jorge Recalde. A quantidade de apostas malsucedidas reforça o desafio que o clube enfrenta ao tentar incorporar talentos estrangeiros em meio à dinâmica do futebol brasileiro.

A proximidade da reabertura da janela de transferências, entre 10 de julho e 2 de setembro, reacende o debate sobre a estratégia do clube no mercado. Em entrevista ao podcast “Jogada do Vozão”, o ex-jogador e atual assessor de futebol Ricardinho alertou para os riscos de novas contratações internacionais no meio da temporada, ressaltando que a prioridade deve ser por nomes do cenário nacional, a menos que surja uma opção estrangeira incontestável.

Como parte da reestruturação para o segundo turno de 2025, o Ceará iniciou a reformulação do elenco com a dispensa do atacante Lelê, que já não vinha sendo utilizado e ficou fora do último jogo antes da pausa para a Copa do Mundo de Clubes da Fifa.

Com a necessidade de reforços pontuais e maior assertividade nas escolhas, o clube busca evitar erros do passado e transformar experiência em critério para fazer valer cada contratação — seja nacional ou estrangeira.

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