Fortaleza em busca novo fôlego com retorno de Sérgio Papellin ao comando do futebol

Apesar do momento delicado, Papellin evita falar em “lista de dispensa”, alegando que isso apenas desvaloriza os atletas
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Apresentado oficialmente nesta terça-feira (3), Papellin retorna ao clube onde já conquistou 13 títulos, trazendo um discurso firme, sem rodeios, e com disposição para provocar as mudanças necessárias. Com passagens anteriores marcadas por conquistas e um relacionamento sólido com o elenco, ele agora encara o desafio de reconstruir a confiança dentro e fora de campo.

Seu recado foi claro: o ambiente precisa ser saudável e combativo. Jogador insatisfeito ou apático, segundo ele, deve buscar outro espaço. A crítica foi direcionada, ainda que sem citar nomes além de Pol Fernández, cuja permanência no elenco foi colocada em dúvida. “Não queremos laranja podre no grupo”, disparou, deixando evidente que a recuperação do time passará também por uma triagem interna rigorosa.

Apesar do momento delicado, Papellin evita falar em “lista de dispensa”, alegando que isso apenas desvaloriza os atletas. A saída de jogadores, segundo ele, será tratada com inteligência de mercado. Reforços também estão nos planos — peças que ajudem a reverter a atual queda de rendimento do Fortaleza, eliminado precocemente da Copa do Brasil e longe do desempenho esperado nas demais competições.

A confiança no técnico Vojvoda foi reafirmada, embora o dirigente reconheça a necessidade de reinvenção. Para ele, o treinador precisa recuperar o espírito que fez do Fortaleza um time temido em casa e respeitado fora dela. “O Fortaleza precisa voltar a ser protagonista”, pontuou, lembrando que a perda de identidade ofensiva é um dos principais sintomas da crise atual.

Em uma temporada ainda em curso, com o clube vivo na Série A do Brasileiro, na Copa do Nordeste e na Libertadores, Papellin sabe que o tempo é curto, mas não perdeu o ímpeto. Seu retorno ao Fortaleza, afirma, é passional. “Pelo Fortaleza eu faço qualquer loucura”, resumiu, numa frase que sintetiza tanto a urgência do momento quanto a disposição de quem quer devolver ao torcedor o orgulho de torcer por um time que, até pouco tempo, era exemplo de superação no cenário nacional.

O futuro do Fortaleza passa agora por uma reconstrução que não é apenas tática ou técnica — é simbólica. Tal como o Juncão em Sobral, é preciso resgatar a alma esportiva que parece ter se perdido pelo caminho.

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