Time brasileiro vence pela Libertadores, dois meses após atacante Luighi ser alvo de racismo diante da mesma equipe em torneio de base no Paraguai.
Mais uma vez, casos de racismo marcaram o encontro entre Cerro Porteño e Palmeiras, que terminou com vitória palmeirense por 2 a 0, nesta quarta-feira, no Estádio General Pablo Rojas, em Assunção, no Paraguai. Após a partida, válida pela Libertadores, circulam vídeos de torcedores do time paraguaio protagonizando atos discriminatórios contra os brasileiros durante o jogo.
Em março, o atacante palmeirense Luighi já havia sido vítima de injúria racial por parte da torcida do Cerro Porteño, durante uma partida da Libertadores Sub-20. A Conmebol ainda não se pronunciou sobre o caso desta quarta-feira.
Pelo menos Duas publicações foram feitas por Rodolfo Maia, que trabalha com produção audiovisual para o Palmeiras. Nas imagens, é possível ver um torcedor time paraguaio imitando um macaco em direção aos brasileiros.
O episódio com Luighi gerou desconforto entre as duas equipes e a Conmebol. A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, se posicionou de forma firme e cobrou punições mais duras. Inclusive, a dirigente chegou a pedir a expulsão do time paraguaio da competição de base, o que não aconteceu.
Após o sorteio da Libertadores que colocou Palmeiras e Cerro Porteño no mesmo grupo, o clima entre as equipes se intensificou. No primeiro confronto, vencido pelo time brasileiro por 1 a 0 no Allianz Parque, um torcedor alviverde foi flagrado com gestos racistas, o que resultou em multa de R$ 286 mil aplicada ao clube pela Conmebol.
Sabendo que viajaria ao Paraguai, Leila Pereira anunciou que adotaria cuidados especiais para garantir a segurança da delegação durante a viagem a Assunção.
“Vamos levar mais seguranças, ficou muito falado, parece que é um problema do Palmeiras contra o Cerro e não é. É uma luta contra o racismo. Fico muito preocupada, mas isto nos faz tomar precauções. Vamos levar segurança, sim, mas acho que a Conmebol vai tentar pelo menos que seja um jogo que as coisas sejam resolvidas dentro de campo, sem maiores problemas para não prejudicar o espetáculo”, disse a mandatária.
