Chuva de meteoros será visível no Brasil nesta terça-feira (21)

Fenômeno é conhecido por fragmentos rápidos, brilhantes e frequentemente com trilhas luminosas persistentes no céu
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O fenômeno poderá ser observado com excelente visibilidade em todas as regiões do País, especialmente durante a madrugada, entre a meia-noite e o amanhecer.

A tradicional chuva de meteoros Orionídeas atinge pico de atividade nesta semana, entre as noites desta terça (21) e de quarta-feira (22), e de quarta para quinta-feira (23). No Ceará, conforme informações do Laboratório de Ensino e Pesquisa em Astronomia (Lepa) do Observatório Astronômico Otto de Alencar na Universidade Estadual do Ceará (Uece), o fenômeno será visível após as 21h56, permanecendo até as 4h49 no céu de Fortaleza.

O fenômeno poderá ser observado com excelente visibilidade em todas as regiões do País, especialmente durante a madrugada, entre a meia-noite e o amanhecer.

Segundo o astrônomo Marcelo De Cicco, coordenador do Projeto Exoss — em parceria com o Observatório Nacional (ON/MCTI) —, a Orionídeas é conhecida por apresentar meteoros rápidos, brilhantes e frequentemente com trilhas luminosas persistentes no céu. Eles podem atingir velocidades impressionantes de até 66 km por segundo.O nome da chuva vem da constelação de Órion, de onde os meteoros parecem se originar. 

“A boa notícia é que todo o Brasil pode observar. O radiante em Órion é visível de norte a sul, com leve vantagem no Norte e Nordeste, onde ele sobe mais alto no céu. Mesmo no Sul, é um show garantido”, afirmou a equipe do Exoss.

Um dos principais atrativos da observação deste ano é a coincidência com a fase de Lua Nova, com apenas 2% de iluminação e se pondo cedo. Isso garante um céu escuro durante toda a noite, condição ideal para observar o fenômeno. Em condições perfeitas, espera-se a visualização de 15 a 20 meteoros por hora durante o pico.

Herança do Cometa Halley

chuva das Orionídeas é formada por detritos deixados pelo famoso cometa Halley, que só pode ser visto da Terra a cada 75 ou 76 anos.

Quando esses fragmentos entram na atmosfera terrestre, se incendeiam e produzem os riscos luminosos visíveis a olho nu.

Este fenômeno ocorre todos os anos entre 2 de outubro e 12 de novembro, quando a Terra atravessa a região mais densa da trilha de detritos do cometa.

Além das Orionídeas, o Halley também dá origem à chuva Eta Aquáridas, que ocorre em maio.

Como observar?

Para acompanhar o espetáculo, não é necessário nenhum equipamento especial.

A principal recomendação é procurar um local escuro, longe da poluição luminosa das grandes cidades. Também é importante apagar luzes próximas, deixar os olhos se acostumarem à escuridão por alguns minutos e torcer para que o tempo esteja limpo.

Fonte: Diário do Nordeste.

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