Anvisa nega ligação entre paracetamol na gestação e autismo

Autoridades de saúde reforçam que não há evidências científicas que liguem o uso do medicamento ao TEA
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Uma fala do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante coletiva na Casa Branca, voltou a acender debates sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e o uso de medicamentos. Na última segunda-feira (22), ele sugeriu, sem apresentar evidências científicas, que o paracetamol durante a gestação poderia estar relacionado ao autismo. A afirmação repercutiu entre mães e gestantes brasileiras e obrigou órgãos de saúde a se manifestarem.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nota oficial na quarta-feira (24) negando qualquer vínculo entre o medicamento e o TEA. “Não há registro científico que comprove essa associação”, reforçou a agência.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também usou as redes sociais para tranquilizar a população. “É mentira que o paracetamol ou o Tylenol causem autismo. Não existe nenhum estudo que comprove essa relação. O autismo foi identificado muito antes da existência desse medicamento”, destacou.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou comunicado semelhante, ressaltando que não existem evidências conclusivas que relacionem o uso do fármaco ao transtorno. A entidade frisou, no entanto, que todo medicamento deve ser utilizado com cautela durante a gestação e apenas com orientação médica.

Especialistas lembram que o TEA é uma condição complexa, de múltiplas causas ainda em investigação, e que já foi alvo de diversas informações falsas ao longo dos anos. A Anvisa alertou para os riscos da desinformação em saúde, relembrando casos recentes, como o uso da ivermectina durante a pandemia da Covid-19, que ganhou popularidade mesmo sem comprovação de eficácia.

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