Avião da NOAA chacoalha em meio ao furacão Melissa durante missão científica

Conhecidos como “caçadores de furacões”, os cientistas utilizam aeronaves especialmente equipadas para estudar esses fenômenos de dentro
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Pesquisadores da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) registraram o momento em que atravessaram a parede do olho do furacão Melissa durante um voo de coleta de dados. O vídeo mostra a intensa turbulência enfrentada pela equipe científica a bordo do avião, em meio à força da tempestade.

Conhecidos como “caçadores de furacões”, os cientistas utilizam aeronaves especialmente equipadas para estudar esses fenômenos de dentro. No caso da missão em Melissa, o voo foi feito com o avião “Kermit”, apelidado em referência ao personagem “Sapo Caco”, dos Muppets.

“Este é um vídeo do nosso voo rumo ao olho do furacão #Melissa. Dá para perceber a turbulência e o quão impressionante é o trabalho dos pilotos e da tripulação para manter o avião estável”, escreveu o meteorologista Andy Hazelton, integrante da equipe da NOAA. Ele também agradeceu aos técnicos responsáveis pela manutenção da aeronave: “Não tivemos um único voo cancelado durante quase uma semana de missões.”

O furacão Melissa atingiu a Jamaica como um fenômeno de categoria 5, com ventos que chegaram a 300 km/h, de acordo com o Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC). O governo jamaicano confirmou quatro mortes, enquanto no Haiti, o número de vítimas ultrapassou 20.

Considerado a “tempestade do século” na Jamaica, Melissa foi um dos furacões mais intensos já registrados no Oceano Atlântico, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM) e o NHC.

‘Miss Piggy’ e ‘Kermit’: os aviões que caçam furacões

As aeronaves Miss Piggy e Kermit, ambas da década de 1970, são os principais instrumentos da NOAA para estudar tempestades severas. Os dois Lockheed WP-3D Orion versões militares do famoso Electra, que operou a ponte aérea Rio–São Paulo até 1992 podem voar a 8,2 mil metros de altitude, alcançar 463 km/h e permanecer no ar por até 11 horas e meia sem reabastecer.

Esses aviões enfrentam o coração das tempestades mais perigosas do planeta um trabalho essencial para entender o comportamento dos furacões e aprimorar previsões meteorológicas.

Fonte: G1

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