Conflito em Gaza se intensifica com novos ataques israelenses e deslocamento em massa

Foco da ofensiva está na Cidade de Gaza com o objetivo de eliminar o Hamas, segundo os israelenses
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As forças armadas de Israel intensificaram os bombardeios na cidade de Gaza, destruindo dezenas de prédios residenciais e obrigando milhares de palestinos a abandonarem suas casas, segundo autoridades locais. Tel Aviv afirma que a ofensiva faz parte da estratégia para tomar a região, considerada o último reduto do Hamas.

O avanço militar ocorre em meio a esforços diplomáticos. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, desembarcou neste domingo (14) na região para tratar de negociações sobre um possível cessar-fogo, a libertação de reféns e planos de reconstrução do território. Pelo menos 48 pessoas seguem sequestradas pelo Hamas, das quais se estima que 20 estejam vivas.

O cenário, no entanto, ganhou novos contornos após o ataque aéreo israelense contra líderes do Hamas em Doha, na última terça-feira (9). A ação foi criticada internacionalmente e ampliou a pressão sobre Israel. Em resposta, o Catar convocou para esta segunda-feira (15) uma cúpula árabe-islâmica de emergência, na tentativa de frear a escalada da violência.

Paralelamente, decisões políticas de Israel também geram atrito. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu assinou um acordo para ampliar assentamentos na Cisjordânia, medida que, segundo os Emirados Árabes Unidos, ameaça enfraquecer os Acordos de Abraão, firmados em 2020 com mediação dos EUA.

Enquanto isso, civis palestinos enfrentam situação crítica. Relatos apontam famílias inteiras vivendo em tendas improvisadas, sem condições de se deslocar para o sul, região designada por Israel como “zona humanitária”. A escassez de alimentos agrava a crise: apenas nas últimas 24 horas, dois palestinos morreram de desnutrição, elevando para 422 o total de óbitos relacionados à fome, incluindo 145 crianças, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza.

De acordo com autoridades locais, a campanha militar israelense já causou a morte de mais de 64 mil pessoas desde o início da guerra, deflagrada em outubro de 2023 após ataques do Hamas em território israelense que deixaram 1.200 mortos e resultaram no sequestro de 251 reféns.

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