Gaza em caos: rivais do Hamas são executados por homens mascarados

A ONG Al-Mezan também relatou choques entre forças do Hamas e membros armados de uma família local nos bairros de Sabra e Tel al-Hawa, após o cessar-fogo
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Confrontos violentos entre o Hamas e grupos rivais foram registrados em várias áreas da Faixa de Gaza, gerando preocupação sobre o colapso da segurança local após a retirada parcial de tropas israelenses. Um vídeo amplamente divulgado nas redes sociais mostra combatentes mascarados alguns com faixas do Hamas executando oito homens vendados em uma praça na Cidade de Gaza, diante de uma multidão. A gravação, que exibe prédios destruídos pela guerra, indica que o episódio ocorreu recentemente, possivelmente após o início do cessar-fogo entre Israel e o Hamas.

De acordo com o Centro Al-Mezan para os Direitos Humanos, o caso configura uma “execução extrajudicial de cidadãos” e deve ser investigado. Em resposta, a força de segurança Radaa, ligada ao Hamas, afirmou ter realizado uma “operação precisa” no centro da cidade, resultando na “neutralização de indivíduos procurados” e na prisão de suspeitos de assassinatos e ataques contra civis.

A ONG Al-Mezan também relatou choques entre forças do Hamas e membros armados de uma família local nos bairros de Sabra e Tel al-Hawa, após o cessar-fogo. Segundo o grupo, os confrontos deixaram mortos e feridos, e vídeos das execuções circularam logo depois. A família Doghmush, uma das envolvidas, denunciou uma “campanha interna de perseguição, tortura e assassinatos” promovida por forças do Hamas, afirmando ter perdido centenas de parentes durante a guerra.

Em meio à repercussão do vídeo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Hamas teria “aprovação temporária” para atuar como força policial em Gaza, após o cessar-fogo mediado por Washington. Questionado sobre o controle do grupo sobre o território, Trump declarou: “Eles querem acabar com os problemas. Nós os aprovamos por um período.” O plano de trégua divulgado pelo governo americano prevê anistia para membros do Hamas que aceitarem a coexistência pacífica e entregarem suas armas.

Enquanto a reconstrução de Gaza avança entre ruínas e desconfiança, os episódios de violência interna reforçam o temor de que o grupo islâmico esteja recorrendo à força para consolidar seu domínio político e militar sobre o território.

Fonte/CNN

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