Israel inicia operação terrestre nos arredores da Cidade de Gaza

Novo plano está sendo preparado pelas Forças Armadas israelenses após gabinete do premiê Benjamin Netanyahu aprovar tomada total da Faixa de Gaza com o objetivo de obter 'vitória completa' sobre o grupo terrorista Hamas.
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O Exército de Israel deu início aos “primeiros estágios” da tomada da Cidade de Gaza, a maior da Faixa de Gaza, após consolidar o controle sobre áreas próximas, anunciou nesta quarta-feira (20) o porta-voz militar Effie Defrin. A ofensiva terrestre envolve tanques, soldados e bombardeios intensos, conforme planejamento aprovado pelo gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em agosto e em preparação pelas Forças Armadas desde então.

Na mesma data, o governo israelense determinou ao Exército a “redução dos prazos” para assumir o controle de redutos do Hamas e derrotar o grupo, embora não tenha divulgado datas específicas. Segundo Defrin, a operação começou após confrontos com o grupo palestino, mas os detalhes sobre os combates permanecem restritos.

Para reforçar a ofensiva, 60 mil reservistas foram convocados nesta quarta-feira. Um comandante israelense destacou que a ação será “progressiva, precisa e seletiva”, com foco em áreas nas quais o Hamas ainda mantém capacidade militar. A rádio militar israelense informou que a operação pode se estender até 2026.

Nos últimos dias, bairros como Zeitun e Al Sabra têm sofrido bombardeios intensos. Mais de um milhão de palestinos vivem na Cidade de Gaza, incluindo deslocados internos que buscam abrigo em campos temporários.

O plano de expansão da guerra, iniciado há 22 meses, com mais de 61 mil mortos na Faixa de Gaza, gerou críticas internacionais e oposição interna. A morte de seis jornalistas, cinco deles da Al Jazeera, intensificou o repúdio à ofensiva. Especialistas alertam para risco de fome generalizada, já que a entrada de ajuda humanitária está severamente limitada, e a distribuição de alimentos ocorre de forma controlada.

Enquanto isso, Egito e Catar aguardam resposta de Israel a uma proposta de cessar-fogo de 60 dias aprovada pelo Hamas, que concordou em libertar metade dos reféns restantes. O governo israelense, porém, exige a libertação total dos reféns e não indicou disposição para negociar a trégua.

O conflito teve início em outubro de 2023, quando o ataque do Hamas deixou 1.219 mortos, segundo levantamento da AFP. Desde então, a ofensiva israelense resultou em mais de 61,5 mil mortos palestinos, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, dados considerados confiáveis pela ONU.

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