Mulher morre em Bangladesh após infecção pelo vírus Nipah

As autoridades informaram que a mulher não tinha histórico recente de viagens
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As autoridades de saúde confirmaram a morte de uma mulher em Bangladesh em decorrência do vírus Nipah, infecção rara e potencialmente grave. A informação foi divulgada inicialmente pela imprensa internacional e posteriormente confirmada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O óbito ocorreu na sexta-feira (31), em meio a um contexto de atenção redobrada na região, após recentes registros da doença na Índia.

A paciente, com idade estimada entre 40 e 50 anos, residia no norte do país e começou a apresentar sintomas no dia 21 de janeiro. De acordo com os relatos médicos, o quadro inicial incluiu febre e manifestações neurológicas, como dor de cabeça intensa, espasmos musculares, perda de apetite e episódios de vômito.

Com a progressão da infecção, o estado de saúde se deteriorou rapidamente. A mulher passou a apresentar confusão mental, aumento da salivação e convulsões. No dia 27 de janeiro, ela perdeu a consciência e precisou ser hospitalizada, mas não resistiu. Exames laboratoriais realizados com amostras de sangue e secreção da garganta confirmaram a infecção pelo vírus Nipah.

As investigações epidemiológicas apontaram que a vítima não havia realizado viagens recentes. No entanto, foi identificado o consumo frequente de seiva crua de tamareira nas semanas que antecederam a infecção. Segundo a OMS, esse é um dos principais meios de transmissão do vírus, já que o alimento pode ser contaminado por saliva ou fezes de morcegos-frugívoros, considerados reservatórios naturais do patógeno.

Ao todo, 35 pessoas que tiveram contato direto com a paciente estão sob monitoramento das autoridades sanitárias. Até o momento, todos os testes realizados apresentaram resultado negativo, e não há confirmação de novos casos relacionados.

O registro em Bangladesh ocorre pouco mais de uma semana após a confirmação de dois casos do vírus Nipah no estado indiano de Bengala Ocidental. De acordo com o governo da Índia, a situação está controlada e não há indícios de propagação ampla.

Diante dos episódios recentes, a Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido divulgou novas orientações, ressaltando que o risco para a população em geral é considerado baixo. Ainda assim, o órgão recomendou atenção especial a viajantes que pretendem visitar regiões onde o vírus circula.

Situação no Brasil

No Brasil, o Ministério da Saúde negou a existência de casos confirmados da doença. Em nota divulgada na segunda-feira (10), a pasta classificou como falsa a informação que circulou nas redes sociais sobre supostos registros do vírus Nipah no país.

Segundo o ministério, o Brasil mantém vigilância contínua para agentes altamente patogênicos e avalia que o risco de uma pandemia associada ao vírus permanece baixo. A posição é compartilhada pela Organização Mundial da Saúde, que afirma que o surto recente na Índia está praticamente encerrado e não representa ameaça de disseminação internacional nem risco à população brasileira.

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