Motoristas de uma cidade turística dos Estados Unidos podem enfrentar multas pesadas e até prisão por algo que muitos consideram inofensivo: lixo dentro do próprio carro. Uma nova lei aprovada em Hilton Head, na Carolina do Sul, entra em vigor em 1º de fevereiro e já está dando o que falar nas redes sociais.
De acordo com o texto oficial, será considerado ilegal permitir o acúmulo de lixo, resíduos ou restos de comida em qualquer edifício, veículo ou áreas ao redor, caso isso possa servir de abrigo ou fonte de alimento para ratos. A infração pode resultar em multa de até US$ 500 (mais de R$ 2 mil), pena de até 30 dias de prisão ou ambas.
A legislação classifica esse tipo de situação como “incômodo público” e determina que cada dia em que a infração persistir poderá ser considerada uma nova violação. Além da penalidade direta, o município ainda poderá recorrer a medidas legais adicionais para forçar a correção do problema.
Segundo autoridades locais e relatos da imprensa norte-americana, Hilton Head enfrenta há anos um crescimento significativo da população de ratos. A nova regra seria parte de um esforço mais amplo para reduzir a presença dos animais, especialmente em uma cidade conhecida por praias e turismo.
Empresas especializadas em controle de pragas reforçam que a prevenção é essencial. Elas recomendam inspeções frequentes, vedação de possíveis entradas e, principalmente, o controle rigoroso do descarte de lixo e restos de comida, inclusive dentro de veículos.
A medida surge poucas semanas após outra proposta polêmica ganhar repercussão nos Estados Unidos. Em dezembro, a organização PETA sugeriu uma lei que obrigaria tutores a passearem com seus cães ao menos três vezes por dia, sob pena de multa também de US$ 500. A ideia gerou forte reação negativa entre donos de pets.
Enquanto a proposta da PETA ainda está em debate, a regra sobre lixo em carros já tem data para começar a valer. Nas redes sociais, usuários se dividem entre apoiar a iniciativa por razões sanitárias e criticar o que chamam de exagero e invasão da vida privada.
Fonte: Metrópoles.
