Tragédia em mina chilena deixa quatro mortos e um desaparecido após terremoto

Segundo o gerente-geral da mina, Andes Music, o trabalho das equipes seguiu durante a madrugada com extrema cautela
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A busca por sobreviventes na mina de cobre El Teniente, no Chile, revelou um cenário de luto e tensão. Quatro dos cinco trabalhadores que ficaram presos após um terremoto de magnitude 4,2 foram encontrados mortos neste domingo. A informação foi confirmada pela estatal chilena Codelco, responsável pela maior jazida subterrânea de cobre do planeta.

O abalo sísmico, ocorrido na última quinta-feira por volta das 17h30, provocou o colapso de uma parte da estrutura e bloqueou os acessos à zona conhecida como Teniente 7. Desde então, uma operação de resgate foi iniciada em meio a obstáculos severos e riscos contínuos. Segundo o gerente-geral da mina, Andes Music, o trabalho das equipes seguiu durante a madrugada com extrema cautela. No sábado, foi encontrado o primeiro corpo. Os demais foram localizados na manhã e no fim da manhã de domingo — todos sem vida.

O quinto trabalhador permanece desaparecido, e os esforços para alcançá-lo continuam. Até este domingo, apenas 24 dos 90 metros de túneis bloqueados haviam sido desobstruídos. A dificuldade se deve à magnitude do tremor, considerado um dos mais fortes da região em décadas, que deixou ainda um morto e nove feridos na ocasião do colapso. Os mineiros são funcionários da Gardilcic, empresa terceirizada que presta serviços à Codelco.

A tragédia mobilizou o governo chileno. O presidente Gabriel Boric afirmou que nenhuma medida será poupada para localizar o último trabalhador. “Todas as energias do governo estão concentradas nisso. Não descansaremos até encontrá-los”, declarou. A ministra da Mineração, Aurora Williams, anunciou a suspensão temporária de todas as operações subterrâneas da mina como parte dos protocolos de segurança.

El Teniente, orgulho da mineração chilena, agora se tornou símbolo de dor. Enquanto o país acompanha as buscas com apreensão, famílias aguardam, entre a esperança e a resignação, o desfecho de mais um capítulo da relação entre o homem e as profundezas da terra.

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