Trump concede perdão a Rudy Giuliani e outros aliados que tentaram reverter eleição de 2020

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu nesta segunda-feira (10) perdão presidencial a Rudy Giuliani, seu ex-advogado
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu nesta segunda-feira (10) perdão presidencial a Rudy Giuliani, seu ex-advogado, e a outros 76 aliados políticos envolvidos nas tentativas de anular o resultado das eleições de 2020, quando o republicano foi derrotado por Joe Biden.

A medida foi anunciada pelo procurador do Departamento de Justiça responsável por indultos, Ed Martin, que celebrou nas redes sociais: “Importante perdão aos eleitores alternativos de 2020!!”. Segundo ele, os perdões são “totais, completos e incondicionais”.

De acordo com a ordem executiva assinada por Trump, os beneficiados foram perdoados por condutas relacionadas à criação, apoio ou defesa de listas alternativas de eleitores nas eleições de 2020, bem como por ações ligadas aos esforços de “expor fraudes e vulnerabilidades” no pleito alegações que nunca foram comprovadas.

Entre os nomes estão Giuliani, John Eastman, Sidney Powell, Mark Meadows e Jenna Ellis figuras centrais nas tentativas de contestar o resultado eleitoral. Giuliani, ex-prefeito de Nova York e um dos principais defensores das alegações de fraude, chegou a ser preso em 2023 na Geórgia, acusado de participar de um esquema para invalidar votos, mas foi liberado após pagar fiança.

O perdão presidencial é um poder previsto na Constituição dos EUA que permite ao presidente anular condenações federais ou encerrar investigações criminais. O benefício não pode ser concedido a quem sofreu impeachment, nem cobre crimes estaduais.

Trump destacou, porém, que o decreto não se aplica a ele próprio, numa tentativa de evitar que o gesto fosse interpretado como admissão de culpa em algum processo federal.

Durante seu segundo mandato, Trump já havia prometido perdoar aliados e apoiadores processados por envolvimento nos eventos de 6 de janeiro de 2021, quando manifestantes invadiram o Capitólio em protesto contra sua derrota. Desde então, o republicano segue afirmando, sem provas, que a eleição de 2020 foi “roubada”.

Fonte: G1

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