Ceará mantém vice-liderança na produção de tomate no Nordeste, aponta IBGE

Expectativa de ultrapassar a Bahia é frustrada pela alta produção do estado baiano em dezembro
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O Ceará consolidou, em 2024, sua posição como o segundo maior produtor de tomate do Nordeste, ficando atrás apenas da Bahia. Os dados são da Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No último ano, o Estado registrou mais de 197 mil toneladas do fruto, um aumento de 6,6% em relação a 2023, quando foram colhidas 184,8 mil toneladas. Apesar do crescimento, o volume não foi suficiente para ultrapassar a Bahia, que, mesmo apresentando leve queda na colheita, manteve a liderança regional com 336,2 mil toneladas.

No cenário nacional, Goiás segue como maior produtor do país, com 1,4 milhão de toneladas, seguido por São Paulo e Minas Gerais. A Bahia aparece em quarto lugar e o Ceará em sexto.

A Serra da Ibiapaba permanece como o principal polo da tomaticultura cearense, com destaque para Guaraciaba do Norte. O município, responsável por 61,5 mil toneladas em 2024, é considerado o maior produtor estadual e figura entre os 15 maiores do Brasil, ocupando a 12ª posição.

Segundo Regina Dias, coordenadora de Pesquisas Agropecuárias do IBGE no Ceará, a região reúne condições ideais para o cultivo, como clima ameno, altitude e boa disponibilidade hídrica. “Esses fatores, aliados a avanços tecnológicos e à dinamização da comercialização, vêm fortalecendo a cadeia produtiva e ampliando a relevância econômica do setor”, ressaltou.

A expectativa é de que a cultura continue em expansão nos próximos anos, mantendo sua importância tanto para a economia local quanto para o abastecimento de outros estados.

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