A economia brasileira segue em expansão e registrou alta de 1,4% no Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2025, em relação aos últimos três meses do ano anterior. O dado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela uma sequência de 15 trimestres consecutivos de crescimento. Em valores correntes, o PIB chegou a R$ 3 trilhões no período.
Na comparação com o mesmo trimestre de 2024, o avanço foi de 2,9%. Já no acumulado de 12 meses, o resultado mostra um crescimento de 3,5%, a maior taxa desde o segundo trimestre de 2023.
O principal motor da economia nos primeiros meses de 2025 foi a agropecuária, que apresentou um salto de 12,2% em relação ao trimestre anterior. De acordo com a pesquisadora do IBGE Rebeca Palis, a alta se deve a condições climáticas favoráveis e à expectativa de uma safra recorde de soja, carro-chefe do setor.
O setor de serviços, responsável por cerca de 70% do PIB, teve crescimento mais modesto, de 0,3%, mas ainda assim positivo. Entre os destaques estão as áreas de informação e comunicação (3%), outras atividades de serviços (0,8%) e serviços imobiliários (0,8%). Também registraram avanço os segmentos de administração pública, saúde e educação (0,6%), comércio (0,3%) e serviços financeiros (0,1%). A única retração foi observada no grupo de transportes, armazenagem e correio, com queda de 0,6%.
Na indústria, o desempenho foi misto. Houve avanço em eletricidade, gás, água e gestão de resíduos (1,5%) e nas indústrias extrativas (2,1%). Por outro lado, a indústria de transformação recuou 1% e a construção civil caiu 0,8%, o que resultou em uma leve variação negativa de 0,1% no setor como um todo.
Pelo lado da demanda, os investimentos, medidos pela formação bruta de capital fixo, cresceram 3,1%, enquanto as exportações de bens e serviços aumentaram 2,9%. O consumo das famílias, tradicional motor da economia interna, teve alta de 1%. Já as importações subiram 5,9%, o que impacta negativamente o cálculo do PIB.
O cenário positivo reforça a resiliência da economia brasileira, que não registra retração desde o terceiro trimestre de 2021. A tendência de crescimento consecutivo, tanto na comparação trimestral quanto anual, consolida uma trajetória de recuperação e estabilidade diante de um ambiente global ainda marcado por incertezas.
