A economia brasileira continua em trajetória de crescimento e já acumula quatro meses consecutivos de alta, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (16) pelo Banco Central. Em abril, o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) registrou avanço de 0,2% na comparação com o mês anterior, considerando os dados dessazonalizados. Na comparação com abril do ano passado, a alta foi mais robusta: 2,5%. No acumulado de 2025 até abril, o indicador avançou 3,5%, e em 12 meses, o crescimento chega a 4%.
Conhecido como uma espécie de termômetro informal da economia, o IBC-Br é uma das principais ferramentas utilizadas pelo Comitê de Política Monetária (Copom) para avaliar o ritmo da atividade e balizar decisões sobre a taxa básica de juros. Atualmente fixada em 14,75% ao ano, a Selic está no centro das atenções em um momento marcado por incertezas internas e externas.
Embora o crescimento econômico mantenha fôlego, o ambiente inflacionário ainda exige cautela. Em maio, a inflação oficial medida pelo IPCA foi de 0,26%, indicando desaceleração em relação aos 0,46% registrados em abril. No acumulado de 12 meses, o índice atingiu 5,32%, pressionado sobretudo pelos aumentos nos preços de energia elétrica e alimentos.
Esse cenário levou o Banco Central a elevar novamente a taxa Selic em sua última reunião, em maio, acrescentando mais 0,5 ponto percentual à taxa, no sexto aumento consecutivo. Apesar disso, o Copom manteve um discurso prudente, evitando antecipar os próximos passos, diante de um quadro ainda considerado volátil.
O Banco Central ressalta que o IBC-Br, embora relevante para o desenho da política monetária, não substitui o Produto Interno Bruto (PIB), indicador oficial calculado pelo IBGE. O PIB do primeiro trimestre de 2025, puxado pelo bom desempenho da agropecuária, cresceu 1,4%. Em 2024, a economia brasileira avançou 3,4%, marcando o quarto ano consecutivo de expansão, com destaque para o desempenho de 2021, quando o crescimento chegou a 4,8%.
Enquanto o país celebra resultados positivos, o desafio das autoridades é manter o equilíbrio entre o controle da inflação e o estímulo ao crescimento, em um cenário que ainda demanda atenção e ajustes finos na condução da política econômica.
