Os juros futuros fecharam a sexta-feira (31) em baixa ao longo de toda a curva, em um movimento de alívio que refletiu a leitura do mercado sobre o dado de desemprego no país. Embora a taxa tenha renovado a mínima histórica, o resultado veio ligeiramente acima das expectativas, reforçando a percepção de que o Banco Central pode iniciar um novo ciclo de cortes da Selic já em janeiro.
Desempenho dos DIs:
- Jan/27: 13,845% (ante 13,925% na véspera)
- Jan/28: 13,13% (de 13,24%)
- Jan/29: 13,075% (de 13,195%)
- Jan/30: 13,215% (de 13,345%)
- Jan/31: 13,36% (de 13,48%)
A queda nas taxas beneficiou empresas ligadas ao consumo doméstico. Yduqs (YDUQ3) avançou 6,79%, Cogna (COGN3) 3,02%, e Renner (LREN3) 0,89%.
Ibovespa renova máxima pelo quinto dia seguido
O Ibovespa encerrou a sessão em alta de 0,51%, aos 149.540 pontos, novo recorde nominal. Foi a quinta valorização consecutiva do índice, impulsionada por resultados corporativos e pela expectativa de juros menores.
Entre os destaques do dia, Vale (VALE3) subiu 2,27%, após divulgar lucro 9% maior e indicar pagamento de dividendo extraordinário. Itaú (ITUB4) avançou 0,84%, e Banco do Brasil (BBAS3), 1,76%.
“O cenário global está favorável. A economia americana mostra desaceleração controlada, sem risco de recessão, e o mercado brasileiro reage bem aos dados domésticos”, avaliou Fernando Siqueira, estrategista-chefe da Eleven.
Bolsas de Nova York também avançam
Em Nova York, os principais índices fecharam em alta, sustentados pelo otimismo com balanços corporativos. O Dow Jones subiu 0,09% (47.563 pontos), o S&P 500 ganhou 0,26% (6.840 pontos) e o Nasdaq valorizou 0,61% (23.724 pontos).
Analistas destacam que, mesmo diante de tensões geopolíticas e incertezas fiscais nos EUA, o mercado mantém confiança na força dos lucros e na continuidade do ciclo de cortes de juros.
“Há ceticismo sobre a sustentação dessa alta, mas os fundamentos seguem sólidos”, disse Mark Hackett, da Nationwide.
Dólar termina estável, a R$ 5,38
O dólar encerrou praticamente estável, com leve queda de 0,01%, cotado a R$ 5,379. No mês, a moeda americana acumulou alta de 1,1%.
“O real tem surpreendido positivamente. Mesmo com incertezas fiscais, o diferencial de juros segue alto, mantendo o interesse por ativos locais”, afirmou Alexandre Viotto, chefe da mesa de câmbio da EQI Investimentos.
O DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas, avançava 0,2% no mesmo horário.
Resumo do dia nos mercados:
- Juros futuros: em queda, com apostas em corte da Selic.
- Ibovespa: recorde nominal pelo quinto pregão seguido.
- Bolsa de NY: alta generalizada com otimismo sobre lucros.
- Dólar: estável, a R$ 5,38.
Fonte: O Globo
