Inflação do aluguel tem maior queda em um ano e fecha junho com forte recuo

Com o resultado, o IGP-M acumula alta de 4,39% nos últimos 12 meses, uma trajetória de desaceleração contínua desde março
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O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) voltou a cair em junho, registrando deflação de 1,67%, a mais intensa desde junho do ano passado, quando havia recuado 1,93%. A informação foi divulgada nesta sexta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV), apontando para uma desaceleração consistente da chamada “inflação do aluguel”.

Com esse resultado, o IGP-M acumula alta de 4,39% nos últimos 12 meses, uma trajetória de desaceleração contínua desde março, quando o índice marcava 8,58%. Em abril, o acumulado foi de 8,50% e em maio, 7,02%. Os dados sugerem um alívio gradual nos reajustes de contratos atrelados ao indicador.

Principal responsável pela retração, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que representa 60% da composição do IGP-M, foi puxado para baixo pelos produtos agropecuários, que tiveram queda média de 4,48%. Itens como milho em grão (-16,93%), minério de ferro (-4,96%) e café em grão (-11,01%) lideraram o recuo.

A tendência de baixa também se refletiu no Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do IGP-M. Alimentos com forte impacto na cesta básica, como tomate (-7,20%), ovos (-7,60%), arroz (-3,78%) e mamão papaya (-11,28%), ajudaram a levar o IPC a uma deflação de 0,19% em junho. De acordo com o economista Matheus Dias, da FGV Ibre, o comportamento das safras, que têm projeção recorde, contribui para o aumento da oferta e a consequente redução dos preços.

O único componente em alta foi o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que subiu 0,96% no mês, pressionado pelos reajustes salariais no setor de mão de obra (2,12%).

Como o IGP-M é amplamente utilizado como referência para reajustes de contratos de aluguel e tarifas de serviços, a nova queda deve impactar positivamente o bolso dos consumidores. A coleta dos dados foi realizada entre 21 de maio e 20 de junho em sete capitais: Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador.

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