Mercado reduz projeção da inflação para 2025 e mantém cautela sobre juros

A nova projeção caiu de 5,53% para 5,51%, marcando a quarta redução consecutiva nas expectativas dos analistas
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O mercado financeiro voltou a revisar para baixo a estimativa da inflação oficial do país em 2025, de acordo com o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira. A nova projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 5,53% para 5,51%, marcando a quarta redução consecutiva nas expectativas dos analistas.

O boletim, publicado semanalmente pelo Banco Central com base em consultas a economistas de instituições financeiras, também apontou queda na previsão de inflação para 2026, passando de 4,51% para 4,50%. Para 2027 e 2028, as estimativas foram mantidas em 4% e 3,80%, respectivamente.

Apesar do recuo gradual nas projeções inflacionárias, os analistas mantêm a previsão de estabilidade para a taxa básica de juros da economia, a Selic, que permanece em 14,75% ao ano após o último aumento de 0,5 ponto percentual decidido pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Segundo o Focus, a Selic deve encerrar 2025 no mesmo patamar atual. Para os anos seguintes, a expectativa é de redução progressiva: 12,50% em 2026, 10,50% em 2027 e 10% em 2028.

No cenário do crescimento econômico, as projeções permanecem estáveis. A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 é de crescimento de 2%, mesma taxa estimada na semana anterior. O desempenho de 2024, segundo o IBGE, foi de 3,4%, totalizando R$ 11,7 trilhões, o melhor resultado desde 2021.

No câmbio, houve leve recuo nas expectativas para a cotação do dólar. A nova projeção para o fim de 2025 é de R$ 5,85, contra R$ 5,86 da semana anterior. Para 2026, a estimativa caiu de R$ 5,91 para R$ 5,90. Para os dois anos seguintes, as previsões também recuaram: R$ 5,80 em 2027 e R$ 5,82 em 2028.

O mercado continua acompanhando com atenção os próximos passos do Banco Central, especialmente na reunião do Copom marcada para os dias 17 e 18 de junho, que pode sinalizar a trajetória dos juros diante do comportamento da inflação e do ritmo da atividade econômica.

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