Antes de comandar as pick-ups no São João de Petrolina, no último sábado (21), o DJ Alok surpreendeu ao abrir uma rara janela sobre sua vida pessoal. Conhecido por sua discrição fora dos palcos, o artista revelou, em entrevista ao portal LeoDias, como lida com os desafios da rotina familiar e da exposição pública, além de dividir aprendizados sobre o casamento com a médica Romana Novais.
O ano de 2020 foi, segundo Alok, o mais intenso emocionalmente. Em janeiro, nasceu o primogênito Ravi. No fim do mesmo ano, Raika chegou ao mundo de forma prematura, após complicações causadas pela Covid-19 durante a gestação de Romana. O DJ admite que viveu uma profunda crise pessoal ao acreditar que havia sido o responsável pela infecção da esposa. Ainda assim, reforça: o casamento não sofreu abalos. “Crise de relacionamento a gente não passou. A gente é muito bem resolvido”, afirmou.
Para ele, o segredo está em um exercício diário de empatia. “Se você quiser encontrar defeitos nas pessoas, você vai encontrar. Então eu tento sempre olhar para as qualidades e ser uma pessoa melhor”, disse. Entre risos e reflexões, revelou que precisou mudar hábitos, como a bagunça em casa, para contribuir com o equilíbrio da convivência.
A escolha por manter a família longe das redes também foi abordada. Alok, que se diz mais introspectivo, explicou que prefere proteger a intimidade de Romana e dos filhos. Ainda que respeite quem compartilha o dia a dia na internet, o DJ acredita que exibir conquistas materiais pode gerar comparações nocivas em quem o acompanha. “Não faz sentido mostrar só para impressionar. Isso pode machucar alguém”, avaliou.
Apesar da reserva, Alok não hesita em falar sobre seus dilemas emocionais. O artista vê valor em compartilhar momentos difíceis como forma de se conectar verdadeiramente com o público. “Não sou um personagem. Eu sou aquilo que estou sentindo”, disse, reforçando o compromisso com a autenticidade.
Entre aplausos e multidões, o DJ brasileiro mais ouvido do mundo mostra que, longe dos holofotes, há espaço para vulnerabilidade, crescimento e, sobretudo, humanidade.
