O percussionista e cantor Marcelo Pretto, integrante do grupo Barbatuques, morreu neste domingo (8), aos 58 anos, em São Paulo. O artista estava internado desde o dia 18 de fevereiro após apresentar complicações provocadas por um quadro grave de diabetes.
Após a piora do estado de saúde, considerado gravíssimo, o grupo confirmou a morte do músico por meio de uma nota de pesar. No comunicado, os integrantes destacaram a importância de Pretto para a música brasileira e para o próprio conjunto.
Conhecido carinhosamente como Mitsu, o artista foi lembrado como um pesquisador dedicado às manifestações culturais populares do país. “Sua voz única ecoará para sempre nas nossas obras e sobretudo nos nossos corações”, diz o texto divulgado pelo grupo.
A morte do músico também foi lamentada por diversos artistas e amigos. O cantor e compositor Chico César prestou homenagem nas redes sociais. “Voz de muitas sutilezas e possibilidades: do sussurro ao trovão. Adeus, amigo”, escreveu.
A cantora e compositora Martha Galdos também compartilhou um vídeo em que aparece cantando ao lado de Mitsu e de outros músicos. Na legenda, ela recordou os momentos de convivência e aprendizado com o artista.
Quem era Marcelo Pretto
Nascido em 17 de setembro de 1967, Marcelo Pereira Neves Pretto entrou para o Barbatuques em 1999, quatro anos após a criação do grupo. Em pouco tempo, tornou-se uma das principais referências da identidade sonora do conjunto, conhecido por produzir música utilizando o próprio corpo como instrumento de percussão.
Além do Barbatuques, Pretto integrou por mais de 15 anos o grupo A Barca, voltado à pesquisa e preservação da música tradicional brasileira. Ao longo da carreira, participou da gravação de mais de 50 álbuns de diferentes artistas.
Fonte: Diário do Nordeste
