Cinco detentos integrantes de uma facção criminosa fogem da penitenciária de Itatinga

A fuga ocorreu entre 19h e 20h, durante a distribuição da janta
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Cinco presos ligados ao Comando Vermelho escaparam da Unidade Prisional Professor José Sobreira de Amorim, em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza, na noite da última segunda-feira (7). A fuga ocorreu entre 19h e 20h, durante a distribuição da janta, quando os detentos aproveitaram a ausência de vigilância em uma guarita para deixar o presídio com o auxílio de uma corda.

A Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização do Ceará (SAP) confirmou a fuga e informou que diligências seguem em andamento para a recaptura dos foragidos. Além disso, a pasta abriu uma apuração interna para identificar falhas e responsabilidades. Segundo apuração, dois dos fugitivos participavam da rotina de distribuição de refeições aos demais detentos, o que facilitou o plano. Outros três serraram a grade da cela e se juntaram ao grupo no momento da ação.

Os presos foram identificados como Antonio Alex Sousa Castro; Danier Rocha de Lima, conhecido como ‘Redenção’ ou ‘Dani’; Francisco Hicaro de Almeida da Costa; Leonardo Cunha da Silva; e Natan Vaz dos Santos. Todos respondem por crimes como roubos, porte ilegal de arma e tráfico de drogas.

A fuga reacende o alerta para a vulnerabilidade do sistema penitenciário cearense. Em nota, o Sindicato dos Policiais Penais e Servidores do Sistema Penitenciário do Estado do Ceará (Sindppen-CE) atribuiu episódios como esse ao baixo efetivo e à má gestão. Segundo o sindicato, licenças médicas recorrentes, sobrecarga de trabalho e desvio de função têm deixado postos sem cobertura, comprometendo a segurança nas unidades.

O histórico recente reforça as preocupações. Em junho, um detento fugiu da Unidade Prisional Professor Clodoaldo Pinto, mas foi recapturado no mesmo dia. Já no fim do mês, quatro presos escaparam da Unidade de Acopiara — três deles foram localizados em poucas horas.

A SAP ainda não se pronunciou sobre as críticas feitas pelo sindicato, mas a recorrência de fugas expõe fragilidades estruturais e operacionais que colocam em xeque a eficácia do sistema prisional no estado. A matéria segue em atualização diante de possíveis manifestações da pasta.

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