A Polícia Civil do Ceará prendeu 19 pessoas nesta terça-feira durante a quarta fase da Operação Strike, ação que tem como foco a desarticulação de um grupo criminoso responsável por ataques a provedores de internet e pela operação de empresas clandestinas que tentam controlar o mercado de conexão em Fortaleza e na Região Metropolitana. As prisões ocorreram nas primeiras horas do dia, em bairros das Áreas Integradas de Segurança 4, 6, 8 e 9, além de Caucaia, pertencente à AIS 11.

Coordenada pelo Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) e pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), a ofensiva mirou indivíduos ligados a ações violentas como sabotagem de estruturas de rede, ameaças e extorsões. As investigações apontam que os ataques a provedores eram executados por ordem de donos de empresas clandestinas de internet, que agiam para eliminar a concorrência e consolidar o domínio territorial do serviço.
Durante a operação, foram apreendidos armamentos, drogas, munições, veículos de luxo e diversos equipamentos utilizados na prestação ilegal do serviço. Três dos presos também foram autuados em flagrante por posse e porte ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas. As idades dos detidos variam entre 26 e 52 anos. Todos respondem por integrar organização criminosa, extorsão, dano e interrupção de serviço essencial.
Além das capturas e apreensões, foram bloqueadas 21 contas bancárias ligadas aos suspeitos, somando mais de R$ 5,2 milhões. O montante reforça a estrutura financeira por trás das atividades ilegais e do esquema de monopólio que vinha sendo articulado em regiões da capital e do interior do estado.
Com essa nova etapa da Operação Strike, o número de presos desde o início das investigações ultrapassa 60. Os alvos incluem desde executores dos ataques até mandantes de ameaças, homicídios e tráfico de drogas. A ofensiva policial busca não apenas interromper a cadeia de comando do crime organizado, mas também proteger a população dos impactos diretos dessas ações, como a perda de acesso a serviços essenciais de comunicação.
