A influenciadora Beatriz dos Anjos Miranda, de 24 anos, compartilhava sua vida com mais de um milhão de seguidores nas redes sociais. Entre vídeos de sua rotina, o relacionamento com o ex-namorado, Antônio Lício Morais da Costa, de 20 anos, também fazia parte das postagens, muitas vezes exibindo discussões e agressões mútuas. O que parecia um conteúdo inofensivo ganhou contornos trágicos na última semana, quando Beatriz foi assassinada por asfixia com um cinto de segurança.
O casal manteve um relacionamento conturbado por cerca de um ano. Mesmo após a separação, continuavam a se encontrar, e as redes sociais registravam a relação marcada por brigas constantes. O pai da influenciadora, Francisco Edvan Miranda, revelou que só depois da morte da filha soube da violência presente na relação.
Dois dias antes do crime, Beatriz e Lício tiveram uma discussão intensa em um apartamento na cidade de Caucaia. Durante a briga, a influenciadora chegou a ferir o ex-namorado com golpes de tesoura. O episódio parecia encerrar mais um capítulo do relacionamento tumultuado, mas acabou antecedendo o desfecho fatal.
O caso reacende o debate sobre a romantização de relacionamentos abusivos nas redes sociais e a exposição da violência como entretenimento. O conteúdo compartilhado, que para muitos era apenas mais uma interação digital, agora se transforma em um alerta sobre os perigos ignorados na vida real.