Após agressões a jornalistas, presidente da Câmara cancela reunião e gera novo impasse

Apenas a assessora do presidente compareceu.
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A reunião que seria realizada entre o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), e os jornalistas agredidos por agentes da Polícia Legislativa durante a confusão ocorrida na última terça-feira (9) foi cancelada, gerando indignação entre profissionais de imprensa que aguardavam explicações oficiais sobre o episódio.

Segundo informações divulgadas pelo Correio Braziliense, o encontro estava inicialmente previsto para quarta-feira (10) e deveria reunir cinco jornalistas — os que sofreram ferimentos na ação policial. Após questionamentos de outros profissionais que também acompanhavam a cobertura no plenário, o presidente da Câmara concordou em ampliar a participação para 12 jornalistas.

No entanto, ao chegarem ao local marcado, os repórteres foram informados de que Hugo Motta não compareceria. A recepção ficou a cargo da assessoria de imprensa da presidência da Casa, que confirmou que a Polícia Legislativa havia aplicado um protocolo de segurança para evacuação do plenário. A assessoria também garantiu que uma nova data será agendada para a reunião.


O que aconteceu no plenário

As agressões ocorreram durante a interrupção de uma sessão marcada pela tensão política. Após o anúncio de que seria votado o Projeto de Lei da Dosimetria, alternativa ao PL da Anistia, o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) ocupou a cadeira da presidência da mesa diretora em protesto.

Instantes antes, Hugo Motta havia comunicado que avaliaria um pedido de cassação contra Braga — que é investigado por agressão a um manifestante — e também levaria ao plenário processos envolvendo Carla Zambelli (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ).

Com a ocupação da cadeira, a sessão foi paralisada. A TV Câmara suspendeu a transmissão, parlamentares deixaram o plenário e, segundo informações do Estadão e da CNN Brasil, após cerca de 45 minutos de protesto, a Polícia Legislativa removeu Glauber Braga à força.

Durante a evacuação, jornalistas que cobriam o tumulto afirmaram ter sido empurrados e agredidos por agentes no momento em que o plenário era desocupado. As entidades representativas da imprensa pedem apuração rigorosa e medidas para garantir a segurança dos profissionais durante o exercício da atividade jornalística.

Uma nova reunião entre os jornalistas e a presidência da Câmara deve ocorrer nos próximos dias.

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