Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta, integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e um dos criminosos mais procurados da América do Sul, foi expulso da Bolívia neste domingo (18) e entregue à Polícia Federal em Corumbá (MS). A operação marcou o fim de uma fuga internacional que já durava quatro anos. Condenado no Brasil a 12 anos de prisão por organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas, Tuta agora está custodiado na Penitenciária Federal de Brasília.
A ação para repatriar o criminoso contou com a atuação conjunta do Ministério da Justiça e Segurança Pública e do Ministério das Relações Exteriores. Ao todo, 50 agentes da Polícia Federal participaram da operação que levou Tuta da fronteira até a capital federal, utilizando uma aeronave da própria PF. Já a escolta terrestre até o presídio de segurança máxima mobilizou 18 policiais penais federais e contou com apoio das polícias Militar e Civil do Distrito Federal.
A prisão de Tuta ocorreu na última sexta-feira (16), quando ele compareceu a uma unidade policial em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, para tratar de supostas pendências migratórias. O brasileiro apresentou um documento de identidade falso, com o nome de Maycon da Silva, mas as autoridades locais identificaram rapidamente a fraude. A Interpol boliviana foi acionada e, em cooperação com um oficial da Polícia Federal brasileira, confirmou-se que se tratava do foragido da justiça.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Federal, Tuta era um dos principais articuladores de um esquema internacional de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. Ele constava na Lista de Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo usado para alertar os países membros sobre indivíduos procurados internacionalmente.
Durante coletiva de imprensa realizada no sábado (17), o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, confirmou a prisão e destacou o trabalho de inteligência e cooperação internacional que permitiu a captura. Com a transferência para o sistema penitenciário federal, Tuta deverá permanecer em isolamento, como forma de enfraquecer a atuação de lideranças criminosas de alta periculosidade.
