O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou, nesta quinta-feira (20), o advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF), na vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. A informação foi confirmada pelo Palácio do Planalto, que destacou que a oficialização será publicada em edição extra do Diário Oficial da União.
A escolha reforça a estratégia de Lula de nomear figuras de confiança para a Corte, repetindo o perfil de indicações anteriores, como Cristiano Zanin e Flávio Dino. Além disso, Messias é visto como um aceno do presidente ao eleitorado evangélico, segmento no qual Lula enfrenta maior resistência, segundo levantamento de pesquisas recentes.
Agora, caberá ao Senado analisar e aprovar a indicação. Nos bastidores, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), defendia o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que chegou a conversar com Lula sobre a possibilidade. A votação será acompanhada de perto pelo Planalto, especialmente após a recondução apertada do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que obteve apenas quatro votos acima do mínimo necessário.
A indicação de Messias marca uma reviravolta após ele ter sido preterido na disputa que levou Flávio Dino ao STF. Desde então, o advogado-geral da União se reposicionou politicamente e voltou a figurar como favorito de Lula.
Afilhado político de Dilma Rousseff, Messias construiu carreira alinhada às pautas do PT e manteve lealdade ao partido e ao presidente mesmo em períodos de crise, atributo considerado decisivo para sua nomeação ao Supremo.
Fonte: O Globo
