O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta quinta-feira (27) o novo pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para ampliar o prazo de resposta na denúncia sobre a trama golpista. Os advogados pleiteavam 83 dias para apresentar a defesa, mas o magistrado manteve a determinação de 15 dias.
A solicitação já havia sido negada anteriormente, mas a defesa de Bolsonaro insistiu no pedido, argumentando que precisava de tempo suficiente para acessar todas as provas coletadas pela Polícia Federal (PF). Além disso, os advogados afirmaram que só pretendem se manifestar após a defesa de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente e delator no caso.
Outro ponto destacado pelos advogados foi que o prazo solicitado equivaleria ao período em que a Procuradoria-Geral da República (PGR) levou para elaborar a denúncia. No entanto, Moraes reforçou em sua decisão que a defesa teve acesso integral às provas e que os elementos colhidos nos dispositivos eletrônicos já estão disponíveis para análise.
Com a decisão, o prazo de 15 dias segue em vigor e termina em 6 de março. O período começou a contar no dia 19 de fevereiro, conforme estipulado pelo STF. A negativa de Moraes mantém o cronograma da ação e reforça a exigência de cumprimento dos prazos legais estabelecidos para a defesa do ex-presidente.