Protestos em todo o Brasil marcam resistência à PEC da Blindagem e ao projeto de anistia do 8 de janeiro

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Neste domingo (21), milhares de pessoas foram às ruas em diferentes cidades do país para protestar contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem e contra o projeto que prevê anistia a condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Os atos foram convocados por movimentos de esquerda e ocorreram nas 27 capitais brasileiras, além de municípios do interior, como Juiz de Fora e cidades do Triângulo Mineiro.

A PEC da Blindagem, aprovada recentemente pela Câmara dos Deputados, busca restringir a abertura de processos criminais contra parlamentares no Supremo Tribunal Federal (STF). Críticos afirmam que a medida enfraquece a responsabilização de deputados e senadores, criando um ambiente de impunidade. O texto segue agora para análise no Senado, onde enfrenta resistência. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Otto Alencar (PSD-BA), classificou a proposta como “um murro na barriga e um tapa na cara do eleitor” e prometeu pautar a matéria para rejeição.

Os manifestantes também criticaram a tramitação do projeto de anistia, aprovado em regime de urgência pela Câmara. Se aprovado, o texto poderá perdoar envolvidos no ataque às sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Em São Paulo, o ato foi realizado na Avenida Paulista, em frente ao Masp, com discursos de parlamentares e líderes sociais. No Rio de Janeiro, a orla de Copacabana foi palco de um grande encontro, que reuniu cerca de 40 mil pessoas, segundo estimativa do Monitor do Debate Político da USP. Artistas como Maria Gadú, Chico Buarque, Gilberto Gil, Djavan e Caetano Veloso se apresentaram, reforçando o coro contra a anistia.

Na capital federal, os manifestantes se concentraram em frente ao Museu Nacional da República e seguiram em marcha até o Congresso Nacional. Em Fortaleza, a mobilização ocorreu na Praia de Iracema, reunindo grupos que exibiam cartazes contra as propostas em votação e mensagens de defesa da democracia.

As manifestações deste domingo reforçam a pressão popular sobre o Senado e sinalizam a insatisfação de parte da sociedade civil diante de iniciativas consideradas retrocessos no combate à impunidade e na preservação do Estado democrático de direito.

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