Servidores federais aguardam nova proposta de reajuste nos benefícios

A expectativa gira em torno da equiparação com os valores pagos aos servidores dos poderes Legislativo e Judiciário
Compartilhe

Os servidores públicos federais do Executivo esperam que o governo Lula apresente uma proposta concreta de reajuste nos benefícios na próxima rodada de negociações da Mesa Nacional de Negociação Permanente, marcada para o dia 12 de junho. A expectativa gira em torno da equiparação com os valores pagos aos servidores dos poderes Legislativo e Judiciário, especialmente em relação ao auxílio-alimentação, auxílio-saúde e auxílio-creche.

De acordo com entidades representativas, como o Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas do Estado (Fonacate), a defasagem no auxílio-alimentação chega a 78%. Atualmente, servidores do Executivo recebem R$ 1.000, enquanto os demais poderes pagam R$ 1.780. Para o presidente do Fonacate, Rudinei Marques, é urgente que o governo avance na correção desses benefícios. Ele também destaca a necessidade de ajustes no auxílio-saúde e no valor das diárias, que seguem desatualizadas.

Após um ano sem reajuste salarial para a maioria das categorias, o governo federal adotou uma estratégia de valorização dos benefícios em 2024, promovendo um aumento de 52% no auxílio-alimentação, que passou de R$ 658 para R$ 1.000, além de reajustes na assistência à saúde (de R$ 144 para R$ 215) e no auxílio-creche (de R$ 321 para R$ 484,90). Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), liderado pela ministra Esther Dweck, a escolha por reajustar os benefícios teve como objetivo atingir de forma mais equitativa os servidores de menor renda.

Outro ponto de reivindicação que deverá voltar à mesa é a atualização dos valores das diárias pagas a servidores em deslocamento, especialmente os que atuam em áreas como fiscalização, controle e segurança. Cargos de natureza especial, por exemplo, recebem atualmente R$ 800 em viagens a cidades como Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, valor que muitos consideram insuficiente diante dos custos atuais.

Além dos reajustes, os servidores seguem cobrando do governo a regulamentação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que trata do direito de greve e da negociação coletiva no setor público. A proposta foi incluída na pauta apresentada pelas entidades no dia 20 de fevereiro, quando a mesa foi reaberta oficialmente.

A reunião do dia 12 é vista como um momento crucial para medir o compromisso do governo com o funcionalismo, em um cenário de demandas reprimidas e crescente pressão por valorização das carreiras.

Você pode gostar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode se interessar
Publicidade