O presidente ressaltou ainda que a Organização Mundial de Saúde elevou a avaliação de risco internacional do coronavírus e que outros vírus, a exemplo da gripe H1N1, se espalharam pelo mundo.
O chefe do executivo federal brasileiro, Jair Bolsonaro afirmou em entrevista coletiva que vai procurar conversar com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, para se informar melhor quanto a possibilidade de o coronavírus se espalhar pelo mundo. Bolsonaro ressaltou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou a avaliação de risco internacional do vírus.
“A OMS está dando em um grau máximo a questão da possibilidade desse vírus se espalhar pelo mundo. Isso já aconteceu na questão do H1N1 e outros momentos da história. Temos que ficar preocupados. Vou agora de manhã atrás do Mandetta para tomar pé de fato do que está acontecendo até o momento”, disse o presidente.
Indagado ainda se o Brasil iria seguir o exemplo de outros países e retirar seus cidadãos da China, Bolsonaro disse que apenas uma família brasileira tem suspeita de infecção pelo vírus e que “não seria oportuno retirar de lá”.
“Pelo que parece, tem uma família na região lá onde o vírus está atuando. Não seria oportuno retirar de lá, com todo respeito. Pelo contrário. Não vamos colocar em risco nós aqui por uma família apenas. A gente espera que os dados da China sejam reais. [Que seja] só isso de pessoas contaminadas. Se bem que é bastante. Mas a gente sabe que esses países são mais fechados no tocante a informações”, disse.
O presidente se referia à família brasileira que está nas Filipinas, mas que passou por Wuhan, na China, onde está o epicentro da contaminação pelo vírus. Uma criança brasileira de 10 anos com suspeita de contaminação está em isolamento. Os pais da menina também estão isolados por precaução.
