O Ceará registrou queda expressiva nos casos de arboviroses em 2025, segundo dados da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa). Entre janeiro e o início de agosto, foram notificadas 3.194 ocorrências de dengue e chikungunya, sem registro de óbitos. O número representa uma redução de 66,8% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o estado contabilizou 9.649 casos.
A maior queda foi registrada nos casos de dengue, que passaram de 9.017 em 2024 para 2.777 neste ano, redução de 69,2%. Já a chikungunya apresentou diminuição de 33,9%, caindo de 631 para 417 registros no comparativo.
Para a coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Sesa, Ana Cabral, a queda dos números é resultado de uma combinação de fatores, entre eles a imunidade coletiva adquirida pela população. “É a reunião de vários fatores que faz com que estejamos nesse cenário atual de baixa transmissão”, afirma.
Apesar da melhora nos índices, a Secretaria reforça que a situação ainda exige atenção, principalmente no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor das doenças. O órgão orienta que a população mantenha os cuidados de prevenção, como evitar água parada e garantir a limpeza adequada de quintais e reservatórios.
Quais os sintomas e como se prevenir
Dengue e chikungunya, assim como a zika, são causadas pelo mosquito Aedes aegypti. Doméstico, ele vive nos arredores de domicílios ou locais frequentados por pessoas e possui hábitos diurnos. Esse vetor se alimenta de sangue humano, principalmente ao amanhecer e ao entardecer.
A infestação do mosquito acontece por água acumulada e altas temperaturas, fatores que levam a eclosão dos ovos. Por isso, a prevenção ao vetor é a principal forma de evitar o avanço dos casos. Confira algumas medidas eficazes para combater focos do mosquito, segundo o Ministério da Saúde:
Esvazie garrafas, potes e vasos, guardando-os de cabeça para baixo;
Coloque areia nos pratos de vasos de plantas;
Guarde pneus em locais cobertos ou descarte em borracharias;
Mantenha a caixa d’água, os tonéis e outros reservatórios de água limpos e bem vedados;
Não acumule sucata e entulho;
Limpe bem as calhas de casa e as lajes;
Instale telas nos ralos e mantenha-os sempre limpos;
Elimine a água acumulada nos reservatórios dos purificadores de água e das geladeiras;
Mantenha em dia a manutenção das piscinas.
Desde 2024, a vacina contra dengue foi incorporada no Sistema Único de Saúde (SUS). O esquema vacinal é composto por duas doses com intervalo de três meses entre elas. Inicialmente, o público-alvo apto a receber o imunizante era o de crianças de 10 a 14 anos. No entanto, com a proximidade de vencimento das vacinas, o Ministério da Saúde permitiu a ampliação da faixa etária para 59 anos, 11 meses e 29 dias.
Principais sintomas das doenças
Dengue:
Febre alta (superior a 38 °C);
Dor no corpo e articulações;
Dor atrás dos olhos;
Mal-estar;
Falta de apetite;
Dor de cabeça;
Manchas vermelhas no corpo.
Chikungunya:
Febre;
Dores intensas nas articulações;
Dor nas costas;
Dores pelo corpo;
Erupção avermelhada na pele;
Dor de cabeça;
Náuseas e vômitos;
Dor atrás dos olhos;
Dor de garganta;
Calafrios;
Diarreia e/ou dor abdominal (mais presentes em crianças).
Zika:
Febre baixa (menor ou igual que 38,5 °C) ou ausente;
Exantema (irritação na pele) de início precoce;
Conjuntivite não purulenta;
Dor de cabeça;
Aumento dos linfonodos (chamados de ínguas).
