Casos de síndrome respiratória disparam e acendem alerta nacional

A influenza A e o vírus sincicial respiratório (VSR) são os principais responsáveis pelas hospitalizações
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O número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) disparou no Brasil em 2024, superando com folga os registros dos últimos dois anos. De acordo com o boletim InfoGripe, divulgado nesta quarta-feira pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o crescimento nas quatro últimas semanas foi de 91% em comparação ao mesmo período de 2023, com destaque para os estados das regiões Centro-Sul, onde a situação é mais crítica.

A influenza A e o vírus sincicial respiratório (VSR) são os principais responsáveis pelas hospitalizações. A influenza A tem afetado todas as faixas etárias, mas com maior gravidade entre idosos. Já o VSR é apontado como o principal causador de internações entre crianças pequenas, que continuam a registrar aumento de casos em quase todas as regiões.

Apesar de alguns sinais de estabilização ou leve queda em estados como Acre, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo e no Distrito Federal, os níveis de hospitalizações continuam elevados. Segundo Tatiana Portella, pesquisadora do InfoGripe, a vacinação contra a gripe é a principal medida de contenção nesse cenário. “Com boa cobertura vacinal, conseguimos reduzir hospitalizações e salvar vidas”, reforçou.

Portella também orienta o uso de máscaras por pessoas com sintomas gripais, especialmente em unidades de saúde e ambientes fechados com grande circulação de pessoas. A recomendação visa conter a transmissão em um momento de forte pressão sobre o sistema de saúde.

O boletim também revelou um avanço preocupante entre idosos em capitais como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Florianópolis e Curitiba. Entre jovens e adultos, o crescimento é perceptível em cidades como São Luís, Goiânia e Maceió. A distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG mostra prevalência de 45,5% para o VSR, 40% para influenza A, e porcentagens menores para rinovírus, influenza B e Sars-CoV-2.

Já entre os óbitos analisados, a influenza A lidera com 75,4% dos casos. Os dados reforçam a necessidade de vigilância contínua e de medidas preventivas mais firmes, diante de um cenário de agravamento das doenças respiratórias no país.

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