Nos últimos anos, cresceram nas redes sociais as promessas de dietas e produtos capazes de “desinflamar o corpo”. Embora o tema desperte interesse, especialistas alertam que muitas dessas estratégias não têm comprovação científica.
Segundo a endocrinologista Cláudia Schimidt, do Hospital Israelita Albert Einstein, a inflamação está ligada a doenças cardiovasculares, metabólicas e cerebrais especialmente na forma crônica de baixo grau, um processo leve, porém contínuo, associado a maus hábitos e ao acúmulo de gordura corporal. Fatores como tabagismo, sedentarismo, poluição, álcool e ultraprocessados aumentam o risco, explica a nutricionista Helen Hermana Hermsdorff, da UFV.
Não existe uma “dieta anti-inflamatória”, mas padrões alimentares saudáveis, como a Dieta Mediterrânea, ajudam a reduzir inflamações. O ideal é priorizar frutas, verduras, grãos integrais, legumes, sementes, peixes e azeite de oliva, evitando excessos e produtos industrializados.
A saúde intestinal também é essencial: o consumo de fibras e castanhas contribui para o equilíbrio da microbiota, prevenindo a chamada disbiose. Já ingredientes “milagrosos”, como cúrcuma e gengibre, só funcionam dentro de um cardápio equilibrado.
Em resumo, a melhor forma de “desinflamar” o corpo é manter uma alimentação variada, praticar exercícios, dormir bem e controlar o estresse pilares simples e cientificamente comprovados de um estilo de vida saudável.
Fonte: CNN Brasil
