Governo lança programa para levar médicos especialistas a regiões carentes

Ao todo, o programa vai oferecer 1.778 vagas, das quais 635 já têm início previsto para 15 de setembro
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O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira, 23 de julho, o início das ações do programa Agora Tem Especialistas, que busca ampliar a presença de médicos especialistas nas regiões mais carentes do país e reduzir o tempo de espera por atendimento especializado no Sistema Único de Saúde (SUS). O edital para seleção dos profissionais será publicado nesta quinta-feira, 24, com inscrições abertas de 28 de julho a 10 de agosto.

Ao todo, o programa vai oferecer 1.778 vagas, das quais 635 já têm início previsto para 15 de setembro. A distribuição das oportunidades contempla prioritariamente as regiões Nordeste (239 vagas) e Norte (146), além de outras 168 para o Sudeste e 37 para o Sul. Outras 1.143 vagas serão destinadas à formação de cadastro de reserva. As inscrições devem ser feitas pela plataforma da Universidade Aberta do SUS.

A medida busca responder à desigualdade na distribuição de médicos especialistas no Brasil. Atualmente, cerca de 59% dos profissionais da área atuam em especialidades, mas estão concentrados em sua maioria no Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo. Já regiões afastadas dos grandes centros urbanos sofrem com a escassez desses profissionais.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o novo programa vai acelerar diagnósticos de doenças graves, como o câncer, e melhorar a resolutividade do SUS. Os médicos selecionados deverão atuar em unidades como policlínicas e laboratórios especializados, além de dedicar quatro horas semanais a atividades educacionais, como mentorias ou imersões.

O investimento federal previsto para o programa até 2026 é de R$ 98 milhões. Além de aumentar a oferta imediata de serviços, a iniciativa também aposta na formação de novos profissionais. A expectativa é formar cerca de 3 mil médicos especialistas até 2028 por meio de residências e programas de qualificação.

O Agora Tem Especialistas prevê ainda parcerias com entidades privadas e filantrópicas, que poderão oferecer consultas, exames e cirurgias a pacientes do SUS como forma de quitar dívidas com a União. A mesma lógica valerá para planos de saúde que, em vez de ressarcir valores ao SUS em dinheiro, poderão prestar atendimentos como contrapartida.

Para o governo, o programa é um passo estratégico para fortalecer a presença de especialistas no interior do país e qualificar a atenção em áreas sensíveis como oncologia, ginecologia, cardiologia e reabilitação.

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