Desde o início de setembro, os clientes que procuram esmaltação em gel nos países da União Europeia passaram a encontrar mudanças. O bloco proibiu o uso do óxido de trimetilbenzoil difenilfosfina (TPO), composto químico responsável por aumentar a durabilidade do esmalte. No Brasil, o produto segue permitido.
O TPO atua como um fotoiniciador, endurecendo o esmalte quando exposto à luz de cabines UV ou LED, o que garante maior fixação nas unhas em comparação aos esmaltes tradicionais.
A Comissão Europeia alterou sua regulamentação em 12 de maio, classificando o TPO como tóxico para a reprodução humana. Com isso, o ingrediente se tornou uma substância proibida em cosméticos dentro dos países do bloco.
No entanto, especialistas ressaltam que os estudos que embasaram a medida foram realizados em roedores, submetidos a doses muito mais altas do que as encontradas nos esmaltes. Até o momento, não há comprovação direta de riscos à fertilidade em humanos.
Para Caroline Rainsford, diretora de ciência da Associação de Cosméticos, Higiene Pessoal e Perfumaria do Reino Unido, a decisão da União Europeia foi baseada “nos efeitos que a substância pode causar no pior cenário possível”.
No Brasil até o momento o composto TPO, presente no processo continua sendo utilizado livremente.
