Unir tecnologia à melhoria de ambientes, objetos e até organismos humanos deixou de ser apenas ficção científica. O biohacking combina engenharias com biologia, manipulando a performance humana para gerar benefícios relacionados ao estilo de vida e à saúde física e mental. O mercado global da técnica deve alcançar US$ 78,67 bilhões em receita até 2033, segundo relatório da Spherical Insights.
Em inglês, “hack” se refere à prática de codificar ou modificar sistemas e plataformas. Nos anos 1990, o termo ganhou má-fama com a popularização da internet e as invasões de ciberpiratas — os famosos hackers — em computadores. Mas, na tecnologia, um hacker também é visto como profissional que aprimora softwares e hardwares. Mas, na tecnologia, um hacker também é visto como profissional que aprimora softwares e hardwares.
Ao pensar em tecnologias que influenciam o corpo humano, é comum imaginar membros e órgãos biônicos. No entanto, o biohacking pode ser muito mais simples. A cromoterapia, por exemplo, utiliza cores para melhorar a saúde mental e é considerada parte dessa combinação tecnológica.
O biohacking não exige laboratórios sofisticados nem grandes pesquisas. Pesquisadores e entusiastas conseguem, de forma caseira, analisar moléculas e estruturas — estudos que podem se transformar em oportunidades de negócios no futuro.
A fusão entre tecnologia e biologia já trouxe resultados impressionantes em casos delicados. É o caso de Keith Thomas, ex-tetraplégico que recuperou os movimentos após implantar chips de inteligência artificial no cérebro.
A cirurgia, que durou cerca de 15 horas, conectou o cérebro à medula espinhal, permitindo que Thomas sentisse o toque da irmã pela primeira vez após o procedimento. Cientistas, entretanto, alertam que procedimentos invasivos ainda representam alto risco e podem não atingir os resultados esperados.
Fonte: exame
