Espada medieval descoberta em rio holandês entra em exibição com mil anos de história

Com um metro de comprimento, a arma chama a atenção por seu notável estado de conservação
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Uma espada medieval datada entre os anos 1050 e 1150 foi colocada em exposição no Rijksmuseum van Oudheden, na cidade de Leiden, na Holanda, após ser encontrada de forma inesperada durante uma operação de dragagem em um rio na propriedade Linschoten, no centro do país. A descoberta ocorreu em 1º de março deste ano e foi anunciada pelo museu nesta terça-feira.

Com um metro de comprimento, a arma chama a atenção por seu notável estado de conservação, mesmo após quase mil anos enterrada. Segundo especialistas do museu, a espada é feita de ferro de alta qualidade oriundo da região de Veluwe e possui uma guarda transversal longa, além de um punho em forma de noz. Elementos decorativos, como cobre dourado moldado em formato de cruz e o símbolo espiritual do nó sem fim, também fazem parte da peça.

Apesar de os componentes orgânicos, como o cabo de madeira e o revestimento de couro, terem desaparecido com o tempo, traços ainda são visíveis, graças ao ambiente úmido e pobre em oxigênio onde a espada repousava, o que retardou sua corrosão. A ausência de vestígios de uma bainha e a forma como a espada foi encontrada levam os arqueólogos a crer que ela foi lançada intencionalmente no rio como parte de um ritual.

Segundo o museu, no período em que foi forjada, a região era controlada pelo Bispo de Utrecht, em constante disputa de poder com os Condes da Holanda e da Flandres. O objeto simboliza uma época de transformações nas estratégias de guerra, quando os golpes verticais sobre cavalos começaram a ser substituídos por estocadas horizontais adaptadas ao uso de armaduras. A espada, que pode ser manuseada com uma única mão, reflete essa transição.

Historicamente, espadas medievais eram itens de valor pessoal e, muitas vezes, acompanhavam seus donos no túmulo ou eram oferecidas à água em rituais simbólicos. Esse costume, segundo o museu, ajuda a explicar o excelente estado de conservação da peça, agora acessível ao público e reconhecida como uma das descobertas arqueológicas mais importantes da região nos últimos anos.

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