Estados Unidos e TikTok avançam em acordo que limita controle chinês sobre aplicativo

Possível acordo entre EUA e TikTok prevê controle do conselho e do algoritmo por investidores americanos e limite de 20% para a ByteDance, dona do app. Governo chinês não confirmou acordo.
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As negociações entre os Estados Unidos e o TikTok caminham para um acordo que prevê alterações significativas na operação do aplicativo no país, com foco na segurança de dados e no controle do algoritmo. Segundo informações da Reuters, os dados de usuários americanos serão armazenados em nuvem nos Estados Unidos, gerida pela Oracle, enquanto o algoritmo será protegido e administrado exclusivamente no país, fora do alcance da controladora chinesa, ByteDance.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que seis dos sete assentos do conselho do TikTok nos EUA serão ocupados por representantes americanos, e a Oracle terá papel central na gestão de privacidade e dados. A negociação envolveu altos representantes dos dois países, incluindo o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o vice-primeiro-ministro da China, He Lifeng, em encontro realizado em Madri.

O entendimento estabelece um “acordo-quadro” em que a ByteDance reduzirá sua participação na operação americana para, no máximo, 20%. Novos investidores devem entrar, entre eles Oracle, Andreessen Horowitz e Silver Lake. O prazo para a implementação da separação segue a lei aprovada pelo Congresso americano, com venda obrigatória até janeiro de 2025, embora Donald Trump já tenha prorrogado o prazo para 16 de dezembro para permitir negociações adicionais.

Apesar do avanço, a China ainda não deu sinal verde. O governo chinês reconheceu que o tema foi discutido durante reunião com Trump, mas não confirmou aprovação do acordo. Por sua vez, Trump afirmou que o entendimento já foi fechado e destacou em rede social que a negociação incluiu também temas comerciais e geopolíticos.

O caso marca uma mudança no discurso do ex-presidente, que antes criticava o TikTok, mas agora adota uma postura mais favorável, reconhecendo o papel da plataforma na mobilização de jovens eleitores para sua campanha presidencial de 2024.

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