Livro usa Teoria da relatividade para explicar comportamento de óvnis

O autor explica que, segundo Einstein, tempo e espaço formam um tecido único e interdependente
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Fenômenos aéreos que desafiam a física convencional podem ter explicação na ciência mais clássica do século XX. É o que defende o ex-chefe do Programa de Identificação de Ameaças Aeroespaciais Avançadas (AATIP) do Pentágono, Luis Elizondo, em seu novo livro Iminente — Os bastidores da caçada do Pentágono a óvnis, recém-lançado no Brasil pela Harper Collins. Segundo ele, o comportamento dos chamados UAPs (fenômenos anômalos não-identificados) pode ser compreendido à luz da teoria da relatividade de Albert Einstein, principalmente no que diz respeito à manipulação do espaço-tempo.

O autor explica que, segundo Einstein, tempo e espaço formam um tecido único e interdependente, que pode ser curvado ou distorcido em função da massa e da energia. Elizondo propõe que os objetos voadores não identificados seriam capazes de manipular esse tecido, criando bolhas de dobra espacial que lhes permitiriam realizar movimentos aparentemente impossíveis, como mudanças bruscas de direção ou deslocamentos a velocidades extremas, sem os limites impostos pela gravidade ou pela aerodinâmica terrestre.

O livro traz também o conceito de que o tempo dentro dessas bolhas seria percebido de forma diferente. Um UAP, portanto, poderia percorrer grandes distâncias em tempo reduzido, do ponto de vista de um observador externo. A ideia se ancora em pesquisas do físico Harold “Hal” Puthoff, figura conhecida nos bastidores da inteligência dos EUA, e se aproxima das teorias que há décadas povoam ficções como Jornada nas Estrelas.

A suposta capacidade dos UAPs de manipular o espaço-tempo levantaria outra questão crucial: de onde vem a energia necessária para isso? Elizondo sugere que civilizações mais avançadas poderiam extrair essa energia por meio da fissão de prótons de hidrogênio, tecnologia ainda não dominada pela humanidade. Isso explicaria a recorrência de avistamentos em áreas com presença de água e atividade nuclear, como usinas, embarcações e regiões oceânicas com operação militar.

O livro revela ainda que o próprio AATIP elaborou um plano operacional batizado de Intruso, que consistia em reunir uma grande concentração de equipamentos nucleares — incluindo porta-aviões, mísseis com ogivas e submarinos — em uma área estratégica do Oceano Atlântico. A intenção era atrair a atenção de UAPs e, com isso, capturá-los em meio a uma armadilha preparada com sensores e sistemas de coleta de dados, distribuídos por agências de inteligência dos EUA.

Além das explicações científicas e estratégias militares, Iminente também aborda os obstáculos enfrentados por Elizondo para trazer o tema a público, entre eles a resistência religiosa e os interesses da indústria aeroespacial norte-americana. O livro apresenta um retrato dos bastidores do Pentágono e do esforço contínuo de um grupo de militares e cientistas para compreender o que há por trás dos fenômenos que, por enquanto, continuam sem explicação definitiva — mas, segundo o autor, não necessariamente sem fundamento científico.

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