Trojans bancários lideram ataques cibernéticos no Brasil no início de 2025

O ranking revela a crescente sofisticação das ações criminosas no ambiente virtual nacional
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Os trojans bancários seguem como a principal ameaça digital no Brasil em 2025. Segundo levantamento da empresa de segurança cibernética ESET, cinco malwares se destacaram por sua atuação nos três primeiros meses do ano, com destaque para softwares disfarçados que miram dados financeiros dos usuários. O ranking revela a crescente sofisticação das ações criminosas no ambiente virtual nacional.

No topo da lista está o Spy.Guildma.CU, responsável por 12,21% dos ataques. Ele pertence à conhecida família de trojans Guildma, que também aparece em quarto lugar com a variante Guildma.CV. Ambos operam com técnicas de engenharia social para se apresentar como softwares legítimos e, uma vez instalados, capturam telas, simulam comandos e abrem brechas para a entrada de outros vírus.

Outro nome recorrente é o Spy.Delf.RAY, segundo colocado com 10,21% das detecções. Este trojan também tem foco financeiro, sendo capaz de redirecionar o tráfego de internet da vítima e instalar ou remover aplicações com o objetivo de comprometer o sistema operacional.

Na terceira posição, o VB.OSK chama atenção por se tratar de um worm. Diferente dos trojans, esse tipo de malware se replica automaticamente, se espalhando pela rede. Sua estratégia inclui camuflagem em arquivos comuns como imagens e documentos, o que dificulta a identificação pelo usuário médio.

Já o Rozena.SL, quinto no ranking, é um malware do tipo backdoor que aproveita vulnerabilidades já conhecidas para conceder ao invasor acesso remoto ao sistema infectado. Isso permite que o criminoso explore a máquina sem ser detectado, mantendo controle por longos períodos.

A ESET alerta para a necessidade de medidas preventivas simples, mas eficazes: manter sistemas operacionais e softwares atualizados, usar ferramentas de segurança confiáveis e evitar o download de arquivos de fontes desconhecidas ou o clique em links suspeitos. Em um cenário de ameaças cada vez mais complexas, a cautela do usuário continua sendo a primeira linha de defesa.

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