Alta nos preços faz consumo de café recuar no Brasil em 2025

Entre janeiro e abril, foram comercializadas 4.753.766 sacas, contra 5.010.580 no ano anterior
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O café, presença quase obrigatória no dia a dia dos brasileiros, registrou queda significativa no consumo nos primeiros meses de 2025. Segundo dados divulgados nesta quarta-feira pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), o número de sacas vendidas no varejo caiu 5,13% no primeiro quadrimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2024. Entre janeiro e abril, foram comercializadas 4.753.766 sacas, contra 5.010.580 no ano anterior.

O recuo mais acentuado foi registrado em abril, com uma queda de 15,96% em relação ao mesmo mês do ano passado. A tendência negativa, no entanto, não foi imediata. Janeiro e fevereiro ainda apresentaram aumento nas vendas, de 1,26% e 0,89%, respectivamente. A curva começou a se inverter em março, com retração de 4,87%, e se aprofundou no mês seguinte.

A principal explicação para o movimento está no preço. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o valor do café acumulou alta de 80% entre abril de 2024 e abril de 2025. Esse encarecimento, segundo a própria Abic em entrevista anterior à Agência Brasil, foi impulsionado por eventos climáticos extremos, aumento da demanda global e pela entrada mais agressiva da China no mercado internacional do grão.

Como o consumo no varejo representa entre 73% e 78% do total consumido no país, os dados refletem uma mudança real no comportamento do consumidor. Diante de preços mais altos, parte da população tem buscado alternativas ou reduzido a frequência com que consome a bebida.

Embora o café ainda seja um dos produtos mais enraizados na cultura alimentar brasileira, os números de 2025 mostram que até mesmo hábitos tradicionais podem ser afetados pelo peso da inflação e pelas dinâmicas do mercado global.

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