Leitura ensina empatia a crianças, afirma presidente da Biblioteca Nacional

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Comemorado no próximo dia 29 de outubro, o Dia Nacional do Livro é uma oportunidade de celebrar a leitura e refletir sobre o papel transformador dos livros desde os primeiros anos de vida. A data marca também o aniversário de 215 anos da Biblioteca Nacional (BN), fundada em 1808, e, segundo o presidente da instituição, Marco Lucchesi, o incentivo à leitura desde a infância é fundamental para o desenvolvimento humano.

“Uma criança que começa a ler cedo aprende a ler o mundo. A leitura desperta a imaginação, a criatividade e, principalmente, a empatia. Ela passa a entender diferentes formas de vida, afeto e realidade”, afirmou Lucchesi em entrevista à Agência Brasil.

Para ele, o livro amplia a sensibilidade, o intelecto e o espírito, contribuindo para formar adultos mais generosos e fraternos. Um dos espaços dedicados a esse propósito é a Casa da Leitura, criada pela BN em 1993, no bairro de Laranjeiras, zona sul do Rio de Janeiro. O local promove atividades voltadas à formação de leitores, com foco especial no público infantil e juvenil.

Lucchesi destacou ainda novas ações da instituição, como a instalação de bibliotecas em hospitais, projeto iniciado no Hospital Universitário Antonio Pedro (UFF), em Niterói. A iniciativa pretende usar o livro como ferramenta terapêutica a chamada biblioterapia para crianças, acompanhantes e equipes médicas.
“Nossa meta é humanizar os hospitais, tornando o tempo de espera mais leve e acolhedor por meio da leitura”, explicou.

Outra iniciativa prevista para fevereiro de 2026 vai levar livros a adolescentes privados de liberdade, ampliando o acesso à leitura e o diálogo com diferentes públicos.

Para o escritor e membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), Godofredo de Oliveira Neto, o livro é essencial para o desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças. “O livro não é um luxo, é algo fundamental. Ele estimula a mente, o raciocínio e a visão crítica e continua vivo mesmo ao lado do livro digital”, observou.

O acadêmico citou o exemplo da Suécia, que após substituir os livros impressos por digitais nas escolas, voltou atrás na decisão. “As obras de história, geografia, português, ciências humanas e exatas são indispensáveis para a formação das crianças”, completou.

O presidente da ABL, Merval Pereira, também reforçou o poder transformador da leitura: “Com o livro, as crianças exploram imaginação e aprendem valores como o diálogo e a inclusão. Devemos incentivar o amor pelos livros desde cedo”.

Para Hubert Alqueres, vice-presidente da Abrelivros e da Câmara Brasileira do Livro (CBL), o 29 de outubro é uma data de celebração para autores, editoras, professores e leitores. Este ano, a comemoração ganha um significado especial: o Rio de Janeiro foi nomeado pela Unesco como Capital Mundial do Livro, sendo a primeira cidade de língua portuguesa a receber o título.

“Ler é um exercício que amplia o vocabulário, o raciocínio e o senso crítico. Para quem enfrenta dificuldades ou solidão, o livro também é uma companhia”, destacou Alqueres, que é curador do Prêmio Jabuti, o mais tradicional da literatura brasileira.

Criado em 1959, o prêmio reconhece autores, ilustradores, editores e livreiros que se destacam no cenário literário nacional reforçando, ano após ano, o poder do livro como instrumento de conhecimento, imaginação e transformação social.

Fonte: Agência Brasil

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