A Câmara dos Deputados decidiu, nesta quarta-feira (10), suspender por seis meses o mandato do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ). A penalidade foi aprovada por 318 votos favoráveis, 141 contrários e três abstenções.
A decisão ocorre após o parlamentar ser acusado de quebra de decoro por agredir, com chutes e empurrões, Gabriel Costenaro, integrante do Movimento Brasil Livre (MBL). O episódio ocorreu em abril de 2024, quando Costenaro fez insinuações envolvendo Saudade Braga, mãe do deputado e ex-prefeita de Nova Friburgo (RJ).
Em sua defesa no plenário, Braga afirmou que o processo não tem relação com o confronto físico. Segundo ele, a votação foi pautada por uma “falsa simetria” entre seu caso e o da deputada Carla Zambelli (PL-SP). O deputado também criticou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), por ter levado o assunto a voto nesta sessão.
Antes da confirmação da suspensão, os deputados aprovaram a substituição do pedido de cassação pelo afastamento temporário, em placar apertado: 226 votos a favor, 220 contra e três abstenções.
Na véspera, Glauber Braga havia sido retirado à força do plenário após ocupar a mesa diretora em protesto contra o possível avanço de seu processo disciplinar e contra o chamado PL da dosimetria, aprovado na madrugada de quarta-feira.
A Câmara ainda deve analisar, também nesta quarta, o processo de cassação de Carla Zambelli, presa na Itália desde julho e condenada pelo STF a 10 anos de prisão por invadir sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Segundo Hugo Motta, outros casos — como os de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ) — deverão ser levados ao plenário nos próximos dias.
