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Ministério da Agricultura determina recolhimento de lotes de azeites após identificar irregularidades

O MAPA determinou o recolhimento de lotes de azeites comercializados no Brasil após análises identificarem irregularidades na classificação dos produtos.
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O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) determinou o recolhimento de lotes de azeites comercializados no Brasil após análises identificarem irregularidades na classificação dos produtos. As análises apontaram que produtos vendidos como extravirgem eram, na verdade, azeites virgens; amostras de outras marcas foram classificadas como impróprias para consumo. Entre as marcas envolvidas estão Andorinha, Gallo, Borges, Gomes da Costa, Filippo Berio e Carrefour.

Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, os exames sensoriais realizados pelo MAPA constataram que produtos apresentados nos rótulos como azeites extravirgens, na verdade, correspondiam à categoria de azeite virgem. A investigação foi iniciada após uma ação civil pública apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), que buscou apurar possíveis fraudes no mercado de azeites vendidos no país.

A operação também teve como objetivo ampliar a fiscalização e fortalecer o controle da qualidade dos produtos disponíveis aos consumidores brasileiros. Além dos produtos classificados como extravirgens e considerados fora dos padrões, outras marcas foram submetidas às análises realizadas pelos laboratórios do MAPA.

Entre elas estão Costa D’Oro e Terras de Camões, cujas amostras receberam a classificação de “lampantes”. O azeite lampante é considerado impróprio para o consumo humano e apresenta alterações que impedem sua comercialização como alimento. Ao todo, o MAPA determinou o recolhimento de 14 lotes de azeite analisados no ano passado e de outros seis lotes produzidos em 2026.

O Ministério, no entanto, alerta que uma irregularidade identificada em uma amostra não pode ser automaticamente atribuída a todos os produtos de uma mesma marca. Por esse motivo, as medidas de recolhimento são direcionadas especificamente aos lotes que foram analisados e considerados não conformes. As empresas também têm direito à análise pericial e à apresentação de contraprova dos resultados, conforme previsto na legislação brasileira.

O MAPA informou ainda que, enquanto os processos de fiscalização estiverem em andamento, não divulgará quais empresas solicitaram a realização de contraprovas dos laudos. A fiscalização também alcançou produtos importados comercializados no Brasil.

Entre 2025 e 2026, o MAPA registrou 18 rechaços de produtos, além de nove determinações para correção de rotulagem e cinco casos de destruição de mercadorias. As medidas fazem parte das ações de controle adotadas pelo governo para combater irregularidades no setor e garantir que os produtos comercializados atendam aos padrões estabelecidos pela legislação.

O Ministério orienta os consumidores a ficarem atentos às informações presentes nos rótulos e às determinações oficiais de recolhimento dos lotes considerados irregulares.

Fonte: CNN Brasil

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