Uma mulher de 54 anos deu à luz uma menina na Grécia nesta quarta-feira (9), em um caso considerado raro e que pode representar o maior período de criopreservação de um embrião já registrado com nascimento.
Christina Rapti-Tzelepi engravidou utilizando um embrião que permanecia congelado desde 17 de março de 2004. O procedimento foi realizado após a família decidir recorrer aos embriões que ainda estavam armazenados desde um tratamento de fertilização in vitro feito mais de duas décadas atrás.
A decisão ocorreu após Christina perder o filho, de 21 anos, em um acidente de carro em outubro de 2025. Segundo ela, o nascimento da menina trouxe um novo momento de alegria após o período marcado pelo luto.
Na Grécia, mulheres podem realizar tratamentos de reprodução assistida até os 54 anos. Por estar próxima do limite estabelecido pela legislação, Christina precisou concluir os procedimentos e obter autorização das autoridades responsáveis antes de completar a idade máxima.
A bebê nasceu saudável, pesando 3.490 gramas. De acordo com o médico Konstantinos Pantos, responsável pelo caso, o embrião permaneceu criopreservado por 22 anos, cinco meses e 23 dias até o nascimento.
A criopreservação mantém embriões armazenados em temperaturas extremamente baixas, interrompendo sua atividade biológica e permitindo que sejam utilizados posteriormente.
O caso também reacendeu o debate na Grécia sobre o limite de idade para tratamentos de fertilização in vitro. O marido de Christina, Konstantinos Raptis, defendeu uma revisão da regra, argumentando que mulheres mais velhas também podem oferecer condições emocionais e estabilidade para a criação de uma criança.
Para Pantos, o nascimento demonstra a importância de analisar cada situação individualmente, mantendo os critérios de segurança médica, mas levando em consideração as circunstâncias específicas de cada paciente.
Fonte: G1
