O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, rejeitou, na terça-feira (15), os pedidos para desacelerar ou interromper o desenvolvimento da inteligência artificial (IA). Segundo ele, a concorrência do mercado e o risco de processos judiciais são mecanismos suficientes para incentivar as empresas a desenvolverem a tecnologia de forma responsável.
Em publicação na rede social X, Zuckerberg afirmou que os usuários não vão querer utilizar agentes de IA que não sigam suas orientações, o que, na avaliação dele, cria um incentivo para que os laboratórios aprimorem o alinhamento dos modelos. O conceito se refere aos esforços para garantir que a inteligência artificial atue de acordo com as intenções humanas.
A declaração ocorre em meio ao aumento das preocupações sobre falhas de segurança e a capacidade de sistemas de IA se aperfeiçoarem sem intervenção humana. Empresas como OpenAI, Anthropic e Google também avaliam a criação de um grupo conjunto para estabelecer regras de autorregulação no setor.
Zuckerberg defendeu ainda a realização de auditorias externas nas ferramentas de inteligência artificial. Como exemplo, citou o adiamento do lançamento do sistema Muse AI, da Meta, para reforçar os mecanismos de segurança e proteção. A empresa também conta com especialistas externos em sua divisão Meta Superintelligence Labs.
A Meta planeja investir até US$ 145 bilhões em sua estrutura tecnológica em 2026 e se posiciona contra normas que possam retardar o desenvolvimento de seus negócios. Em agosto, Zuckerberg afirmou que nenhuma regulamentação deveria atrasar, nem mesmo por um mês, o lançamento de modelos de IA desenvolvidos nos Estados Unidos.
Fonte: G1
